Veja o que se sabe sobre a morte de mulher em piscina de academia de SP
Polícia Civil identificou que a provável causa do incidente foi a intoxicação provocada por substâncias químicas.
A Prefeitura de São Paulo informou, na segunda-feira (9), que deu início ao processo de cassação da licença de funcionamento da academia onde uma aluna morreu após apresentar problemas respiratórios durante o uso da piscina. O marido da vítima, Vinícius de Oliveira, permanece internado em estado grave, assim como outros três alunos que também passaram mal.
O caso ocorreu no dia 7 de fevereiro, no bairro Parque São Lucas, quando a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal durante uma aula de natação e, após sofrer parada cardíaca em um hospital de Santo André, não resistiu.
O que as autoridades já confirmaram:
- A Academia C4 GYM, onde a aula ocorria, estava funcionando sem alvará de funcionamento, segundo a subprefeitura local. Isso levou à interdição preventiva do estabelecimento, que agora enfrenta procedimento para cassação definitiva da licença pela prefeitura de São Paulo.
- A Polícia Civil identificou que a provável causa do incidente foi a intoxicação provocada por substâncias químicas misturadas inadequadamente na piscina, com cloro adulterado combinado com outro produto ainda não identificado, gerando gases tóxicos no ambiente.
- Testemunhas relataram que alunos sentiram forte odor químico e ardência nos olhos, nariz e pulmões, além de vômitos, antes de passarem mal.
Depoimento do manobrista e indícios
O homem apontado como responsável por preparar a mistura química foi convocado para depor nesta terça no 42º Distrito Policial, em São Paulo. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem com baldes que teriam sido usados na piscina momentos antes das vítimas começarem a apresentar sintomas.
Segundo relatos à polícia, o funcionário teria notado a reação química e coberto o rosto com um pano para tentar se proteger dos gases.
Vítimas e investigação em andamento
Além de Juliana, outros quatro frequentadores foram hospitalizados após o uso da piscina. Entre eles estão o marido de Juliana e um adolescente de 14 anos, ambos com quadro considerado grave em levantamentos iniciais.
O caso está sendo investigado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde de outrem, e as autoridades buscam identificar se houve erro na dosagem dos produtos ou uso de substâncias irregulares.
A direção da C4 Gym afirmou, em nota, que "prestou imediato atendimento a todos os envolvidos" e que está colaborando com as autoridades
O que ainda falta esclarecer
- A composição exata da mistura de produtos químicos usada na piscina.
- A motivação e o treinamento do responsável pela manutenção da água, que segundo a polícia era o manobrista da academia.
- A responsabilização formal — até o momento, proprietários e gerentes ainda não foram localizados para prestar esclarecimentos.
A prefeitura de São Paulo, por meio da subprefeitura responsável, busca agora concluir o processo administrativo para retirar definitivamente a licença de funcionamento da academia, em decorrência das irregularidades que colocaram em risco a saúde dos frequentadores.