Kamylinha defende Hytalo Santos após influenciador ser condenado
Jovem, hoje com 19 anos, foi adotada pelo influenciador aos 12 e fazia parte dos vídeos da "Turma do Hytalo".
Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, defendeu o influenciador Hytalo Santos nas redes sociais após decisão da Justiça da Paraíba de condená-lo por produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores de idade. Adotada por Hytalo aos 12 anos, a jovem, hoje com 19, criticou a sentença alegando a existência de um suposto preconceito contra a cor de pele de Hytalo e orientação sexual dele.
Kamylinha vivia na casa do influenciador e chegou a engravidar na época em que produzia conteúdo para as redes sociais junto dele. O caso, inclusive, foi um dos expostos por Felipe Bressamin Pereira, conhecido como Felca.
Na denúncia, Felca resgatou vídeos antigos de Kamylinha, ainda menor de idade, participando da "Turma do Hytalo". Aos 17 anos, a jovem fez cirurgia de implante de silicone nas mamas e engravidou do irmão dele, Hyago Santos, mas perdeu o bebê.
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A jovem, no entanto, disse acreditar que a decisão sobre Hytalo Santos e o marido, Natan Vicente, também considerado culpado, será revertida em breve.
"Todo mundo sabe que o Brasil é um país injusto, mas só quem vive a dor do preconceito sabe o que é. Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso. Creio em Deus e na sabedoria das suas decisões", escreveu Kamylinha.
Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Já o marido dele, conhecido como Euro, recebeu pena de 8 anos e 10 meses. Além disso, a Justiça fixou indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil e o pagamento de 360 dias-multa para cada réu.
A defesa do casal apontou que vai recorrer da decisão de condenação.
Decisão da Justiça
Diante do material divulgado sobre os conteúdos produzidos por Hytalo, o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, afirmou que os adolescentes foram inseridos em um ambiente artificial e controlado, como em um "reality show".
A Justiça reforçou a permissividade presente no local, o fornecimento de bebidas alcoólicas, negligência na alimentação e na escolaridade dos menores, além da exposição a um contexto adulto e a situações consideradas de risco extremo.
O Tribunal de Justiça da Paraíba tem em curso o julgamento de um pedido de habeas corpus. A análise deve ser retomada na terça-feira (24).