Freira Nadia Gavanski é morta após homem invadir convento no Paraná
Suspeito, de 33 anos, foi preso em flagrante.
A freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi morta na madrugada deste sábado (21) em um convento localizado na cidade de Ivaí, no Paraná. Ela foi encontrada com sinais de agressão e a roupa parcialmente retirada.
A Polícia Militar do Paraná prendeu, em flagrante, um homem de 33 anos suspeito de cometer o crime. Segundo as autoridades, ele teria confessado ser o autor do homicídio. Ele não foi identificado. As informações são do UOL.
Nadia Gavanski fazia parte da congregação Irmãs Servas de Maria, que publicou um comunicado lamentando a morte da freira.
"Nós, Irmãs Servas de Maria Imaculada, com muito pesar comunicamos o falecimento da nossa querida Ir. Nadia Gavasnki, SMI, aos 82 anos de idade e 55 anos de Vida Consagrada".
A cerimônia de despedida foi marcada para a tarde deste domingo (22), na cidade de Prudentópolis.
Cronologia do crime
Uma testemunha, também não identificada, foi quem primeiro suspeitou do homem, após encontrá-lo nervoso e com marcas de arranhões no pescoço, além de sangue nas roupas. Ele teria alegado trabalhar no convento e disse ter encontrado Nadia Gavanski.
A testemunha gravou parte da conversa e repassou o registro para os policiais militares. Com as imagens, os agentes identificaram o suspeito, que já possuía antecedentes criminais por roubo e furto.
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Ao ver as viaturas se aproximando da casa dele, o suspeito tentou fugir e ofereceu resistência, com socos e chutes, mas acabou contigo pelos policiais.
Ainda na abordagem, ele admitiu ser o autor do crime. Na delegacia, ele fez o relato mais completo do que teria acontecido na madrugada. Ele disse ter feito uso de crack e bebidas alcoólicas, quando ouvi vozes que o ordenaram a matar alguém.
Com essa intenção, ele foi até o convento e encontrou a freira Nadia. Ela, que tinha como hábito dar comida às galinhas logo cedo do dia, questionou a presença do suspeito ali. Ele tentou dizer que trabalhava no local, mas ao perceber que a freira não acreditou, ele a empurrou no chão.
Ele disse que asfixiou a religiosa, mas negou ter golpeado a cabeça da religiosa. Os ferimentos, segundo ele, teriam acontecido no momento da queda. Ele também negou qualquer ato de violência sexual.
O suspeito foi autuado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência à prisão.