Saiba quais as 10 cidades do Ceará onde mais choveu em 2025
Quadra chuvosa ficou dentro da média, mas distribuição das chuvas foi desigual.
O ano de 2025 teve chuvas consideradas dentro da média no Ceará. Historicamente, o Estado tem um acumulado médio anual de 809,1 milímetros (mm) – e nesse ano, até terça-feira (30), foram contabilizados 796 mm, apenas 1,6% abaixo.
Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e refletem o cenário da quadra chuvosa, de fevereiro a maio. Apesar de terem somado o menor acumulado médio desde 2016, as precipitações de 2025 terminaram dentro do esperado nos quatro meses.
Mas se de um lado se viu fartura, no outro imperou a escassez. Um balanço feito pela Funceme em junho revelou que 60% do território cearense tiveram precipitações abaixo da média durante a quadra.
O Diário do Nordeste mostra, então, quais as 10 cidades com mais chuvas e quais as que registraram menores quantidades ao longo de 2025.
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Para quem vive no litoral, o início do ano foi de fortes precipitações: Fortaleza foi a cidade onde mais choveu no Ceará em 2025. A normal meteorológica para o ano é de 1.482 mm, e foram contabilizados 1.935 mm na capital – cerca de 30% acima da média.
Em segundo lugar, vem Eusébio, na Região Metropolitana (RM). A cidade registra, em média, 1.390 mm de chuvas por ano, mas somou 1.818 mm em 2025, mais de 30% além do esperado, conforme os dados da Funceme.
Fechando o top 3 de mais chuvas do ano está Caucaia, também na RM: dos 1.197 mm esperados anualmente, caíram 1.812 sobre a cidade, um desvio de 51,4% acima da normal histórica.
10 cidades com mais chuvas no CE em 2025
- Fortaleza – 1482,9 mm
- Eusébio – 1390,3 mm
- Caucaia – 1197,3 mm
- Paracuru – 1351,9 mm
- Maracanaú – 1221,8 mm
- Pindoretama – 1159,2 mm
- Paraipaba – 1221 mm
- Palmácia – 1369,6 mm
- Aquiraz – 1405,2 mm
- Ubajara – 1318,5 mm
Menos chuvas no sertão
As regiões onde menos choveu no Ceará em 2025 foram as do Sertão Central e Inhamuns e a Jaguaribana, conforme os dados da Funceme – mas é na Serra da Ibiapaba que está a cidade com menor acumulado de precipitações do ano.
Em Croatá, a cerca de 350 km de Fortaleza, já na divisa com o Piauí, choveu apenas 344,7 mm nos 12 meses do ano. O total está 36,4% abaixo da média histórica, que é de 542,1 mm.
Os municípios de Madalena, no Sertão Central, e Icapuí, na Jaguaribana, completam o trio com menos precipitações do ano: na primeira, foram registrados 405,3 mm, quase 32% abaixo da média; na segunda, choveu 410 mm, cerca de 55% a menos do que o esperado.
10 cidades do CE onde menos choveu em 2025
- Croatá – 344,7 mm
- Madalena – 405,3 mm
- Icapuí – 410 mm
- Carnaubal – 445,3 mm
- Salitre – 463,4 mm
- Monsenhor Tabosa – 474,1 mm
- Solonópole – 483,1 mm
- Campos Sales – 483,8 mm
- Potiretama – 495,5 mm
- Poranga – 504,7 mm
2026 deve iniciar com chuvas médias
A pré-estação chuvosa do Ceará, composta por dezembro e janeiro, deve ser de chuvas próximas à média histórica, de acordo com prognóstico emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão abrange até o mês de fevereiro.
De acordo com o órgão, são previstos volumes de chuva abaixo da média para a maior parte do Nordeste, mas “para as porções norte do Maranhão, Piauí e Ceará, prevê-se chuva próxima da média histórica”.
Isso deve repercutir no aporte de açudes, conforme o Inmet, sobretudo em fevereiro de 2026. “Níveis de armazenamento hídrico acima de 50% são previstos em áreas do Maranhão, oeste do Piauí e da Bahia, bem como no extremo-norte do Ceará”, pontua o boletim.
Nesses locais, acrescenta o instituto, “observa-se recuperação gradual da umidade do solo, onde a recomposição hídrica tende a favorecer o desenvolvimento vegetativo das culturas e a melhoria das condições das pastagens”.
Os prognósticos de chuvas da pré-estação e da estação chuvosa no Ceará são divulgados pela Funceme, geralmente, nos meses de janeiro e fevereiro, respectivamente.
O Inmet também lança previsão relacionada às temperaturas que devem ser registradas nas regiões brasileiras até fevereiro: e elas “deverão permanecer acima da média histórica em grande parte do Nordeste, com valores entre 0,5 °C e 1,0 °C” a mais. No litoral, porém, os termômetros são mais amenos.