Procon determina que supermercados retirem alimentos vencidos das prateleiras 'imediatamente'
Determinação vem após denúncias contra unidades da rede de Supermercados Frangolândia.
Nesta quinta-feira (11), o Procon Fortaleza determinou que a Associação Cearense de Supermercados (Acesu) oriente todos os estabelecimentos associados da Capital a retirarem imediatamente das prateleiras produtos estragados ou em condições inadequadas para o consumo.
A medida do órgão da Prefeitura de Fortaleza, expedida pelo presidente da entidade, Wellington Sabóia, foi adotada após o aumento de denúncias envolvendo a comercialização de alimentos deteriorados em uma rede de supermercados de Fortaleza.
“O Procon Fortaleza também recebeu denúncias com registros semelhantes em diversos bairros da cidade”, informou por meio de nota o Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor.
Segundo Wellington, a repercussão do caso estimulou consumidores a denunciarem outros estabelecimentos por toda a cidade.
“Toda denúncia será apurada e tomaremos as medidas cabíveis para proteger a saúde dos consumidores", afirma Sabóia.
Além da determinação, o órgão poderá aplicar penalidades que vão de multa, que pode chegar a cerca de R$ 18 milhões, até a suspensão das atividades ou interdição do estabelecimento.
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DENÚNCIAS POR TODA CIDADE
Nesta terça-feira (10), o Procon notificou todas as unidades da rede de Supermercados Frangolândia em Fortaleza, após o recebimento de uma série de denúncias relacionadas à comercialização de alimentos estragados e condições inadequadas de higiene.
Segundo o órgão, as reclamações atingem 11 dos 15 estabelecimentos da rede na capital, registradas em um intervalo de apenas 24 horas, envolvendo produtos impróprios para o consumo humano e riscos diretos à saúde dos consumidores.
A situação teve início na segunda-feira (9), quando o Procon determinou a retirada imediata de mercadorias deterioradas da unidade localizada na Rua Costa Barros, no bairro Aldeota.
De acordo com os relatos, consumidores encontraram vegetais como batata, chuchu e pimentão com mofo, além de infestação de mosquitos, sendo vendidos por valores que chegavam a R$ 18,90 o quilo.