As obras dos dois novos empreendimentos gastronômicos do Clube Náutico Atlético Cearense, na Avenida Beira Mar, em Fortaleza, foram retomadas após embargo da Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU).
A ordem de paralisação das construções ocorreu na terça-feira (24) por falta de pagamentos à União.
O clube se comprometeu com o pagamento da dívida por meio do Programa de Recuperação Fiscal do Governo do Estado do Ceará (Refis) e pagou a primeira parcela, o que permitiu o desembargo pelo SPU.
O despacho foi publicado nessa sexta-feira (27). Os Registros Imobiliários Patrimoniais (RIP's) que foram cancelados pela inadimplência devem ser reativados.
Segundo o Náutico Atlético Cearense, o embargo foi discutido em uma reunião com a SPU na quinta-feira (26).
Regularização do tombamento
Na ocasião, também foi tratada a regularização do cadastro considerando o tombamento do prédio. Segundo o Náutico, o clube não usufrui dos benefícios com a SPU que tem direito.
"Condição que será devidamente cadastrada, considerando a relevância histórica e patrimonial do Clube, o que também contribuirá para a adequada regularização da situação", afirmou o empreendimento em nota.
O clube, um dos mais tradicionais do Estado, recebeu tombamento parcial pelo município de Fortaleza em 2012, restrito à ala social.
De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), podem ser tombados bens culturais móveis e imóveis cuja conservação seja de interesse público, seja por sua ligação com fatos históricos, seja por seu valor arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico.
Em nota, o Clube disse reafirmar "seu compromisso com a transparência, com a regularização de suas pendências históricas e com a valorização de seu patrimônio, sempre em busca de oferecer melhores serviços, mais conforto e novas experiências aos seus associados e à cidade de Fortaleza".
NOVOS RESTAURANTES NO CLUBE
Em dezembro do ano passado, o Clube divulgou a construção do Boteco Náutico — voltado à gastronomia de frutos do mar — e da Caravela Portuguesa — com foco em café e comidas rápidas — como forma de revitalizar o espaço e seu entorno.
O investimento divulgado na época foi de R$ 11 milhões, que pode gerar 155 empregos diretos.
Entre as intervenções previstas, estão o rebaixamento do muro frontal de 2,80 metros para 1,80 metro, substituição de trechos de gradil por áreas envidraçadas e criação de novos acessos visuais entre o Náutico e a cidade.
Como contrapartida, o empreendimento faria o paisagismo e revitalizaria os calçadões do entorno.