A jovem Ana Clara de Oliveira, 21, se fingiu de morta para conseguir sobreviver ao ataque brutal sofrido pelo ex-namorado, Evangelista Rocha dos Santos. A informação foi revelada pelo padrasto da vítima, o agricultor José Airton Firmino da Silva, que acompanha a recuperação dela em Fortaleza.
Ana Clara teve as duas mãos atingidas por golpes de foice durante o crime. Uma das mãos foi totalmente amputada, enquanto a outra permaneceu ligada ao corpo apenas por tecidos. A jovem passou por uma cirurgia de aproximadamente 12 horas no Instituto Doutor José Frota (IJF), procedimento que mobilizou 15 profissionais de saúde.
Segundo José Airton, Ana Clara está lúcida e relembrou detalhes do momento em que foi atacada. Conforme o relato em visita nesta quarta-feira (6), ela contou que percebeu que poderia morrer e decidiu fingir que estava desacordada para que o agressor interrompesse os golpes.
Após a fuga do agressor, a jovem conseguiu pedir ajuda a um médico que mora próximo ao local do crime.
“Aí ela disse que quando ele saiu ela foi e gritou pediu para um doutor que mora perto dela, um médico. Aí pediu para ele chamar uma ambulância para ela”, afirmou o padrasto.
Agressor deu mesma informação em depoimento
O relato de Ana Clara coincide com o depoimento prestado pelo próprio suspeito. Em documento acessado pelo Diário do Nordeste, Evangelista Rocha dos Santos declarou à polícia que interrompeu as agressões ao acreditar que a vítima estava morta.
“Que declarou que, após desferir os golpes e perceber que a vítima havia cessado os movimentos, acreditando que ela estivesse morta, cessou a agressão e evadiu-se do local”, diz trecho do depoimento do suspeito.
Ana Clara segue internada em Fortaleza e apresenta evolução no quadro de saúde. Segundo José Airton, a jovem já consegue movimentar os dedos das duas mãos e deve deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a enfermaria nos próximos dias.