História do transplante de Marina Alves será contada no 'Fantástico' deste domingo (17)

Repórter da TV Verdes Mares descobriu uma irmã em meio a luta contra o câncer

Escrito por Redação,

Ceará
jornalista marina alves em hospital
Legenda: Comunicadora foi diagnosticada com um tipo raro de câncer em agosto de 2021
Foto: reprodução/redes sociais

A história da repórter da TV Verdes Mares, Marina Alves, que descobriu ter uma irmã em meio à luta contra o câncer, será contada no Fantástico deste domingo (16). O programa vai ao ar logo após o Domingão com o Huck, às 20h30, na TV Globo. 

A jornalista foi diagnosticada com linfoma, tipo raro de câncer, em agosto de 2021. Durante a campanha para encontrar um doador compatível, descobriu ter uma irmãLumara Sousa, que doou o material genético.

A notícia surpreendeu ambas, além de renovar a fé de Marina, que estava abalada e desesperançosa em encontrar um doador compatível. Até então, ela acreditava ser filha única.

“Estou muito feliz de saber que tenho uma irmã, e saber que ela vai ser minha doadora e vai salvar minha vida. Ela também demonstra estar muito feliz em saber que tem uma irmã e que pode salvar a vida dela. Então, assim, as coisas estão se entrelaçando, o laço está sendo construído”.
Marina Alves
Jornalista

Encontro 'não foi por acaso’ 

As irmãs acreditam ser obra divina as coincidências que as levaram a se encontrarem após 30 anos, principalmente em um momento em que uma delas precisa de ajuda. A sequência de acontecimentos também tem sido usada como fonte de força e confiança em um desfecho positivo. 

“A minha sensação, depois dessa história de descobrir minha irmã e tudo, é como se Deus já tivesse preparado um script, então é só entregar e confiar. Quando vem o medo e vem a ansiedade, penso dessa forma: ‘Deus caprichou tanto, fez tudo de forma tão maravilhosa, trazendo a minha irmã nesse momento, então, Ele não vai me deixar cair ou desistir’, e isso me traz uma confiança maior”.
Marina Alves
Jornalista
  

“Nada é por acaso, ninguém é colocado na vida de outra pessoa, por acaso, principalmente em um momento desse. E eu sempre dizia para a Marina: ‘Deus tem algum propósito na nossa vida, porque nós não fomos colocadas uma na vida da outra neste momento por um acaso’”, revela Lumara.  

Marina Alves
Legenda: Marina acredita ser obra de Deus ter encontrado irmã, após acreditar ser filha única
Foto: reprodução/redes sociais

Marina se internou em uma unidade hospitalar em 28 de março, onde permanece. O transplante ocorreu no último dia 5 de abril. 

Fortalecimento dos laços fraternos 

Marina Alves e Lumara Sousa
Legenda: Após descobrir parentesco, as duas já se encontraram pessoalmente pelo menos três vezes
Foto: arquivo pessoal

Casada e com duas filhas, Lumara ainda possui duas irmãs por parte de mãe. Segundo a técnica de enfermagem, a repórter já faz parte da família e a relação entre as duas só se fortalece a cada dia.

"Apesar do tempo perdido a gente tem ficado bem próximas nesses dias, se falando obviamente mais por telefone, pelas redes sociais, porque como eu estou em tratamento preciso ter um cuidado maior. Mas assim, a gente já vem construindo uma relação bacana, bem forte, principalmente com a doação", detalha Marina.

Após o resultado que apontou uma compatibilidade de 50%, as duas se encontraram pessoalmente pelos menos três vezes, em uma delas, Marina pode conhecer o companheiro e as duas filhas da irmã.   

"Já disse para a Marina que ela mora no meu coração e eu no dela. Ela já faz parte da minha família, minha família já é dela também. O que estou fazendo, faria tudo novamente por ela, se fosse preciso. É amor de irmãs! Apesar da gente não ter tido um convívio durante todos esses anos, mas não há nada que daqui para frente a gente não recupere. E se Deus preparou esse momento agora, é que nós temos que viver o agora, e não esses 30 anos que passaram”.
Lumara Sousa
Técnica de Enfermagem

Importância da doação  

“Essa campanha que foi feita para a Marina não ajudou só ela, mas muitas pessoas. Milhares de doadores se cadastraram no banco para poder salvar outras vidas. É importante que as pessoas continuem, não deixem a campanha parar, pois quando você faz um tipo de doação dessa não está ajudando só um paciente, mas uma família inteira”, alerta a técnica de enfermagem. 

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