Cinco pessoas são presas por furto de energia no CE
Ações ocorreram na Região Metropolitana de Fortaleza e no Cariri entre quinta (9) e sexta-feira (10).
Entre a última quinta-feira (9) e sexta-feira (10), cinco pessoas foram presas em flagrante por furto de energia elétrica no Ceará, em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e na Região do Cariri. Duas outras foram conduzidas à delegacia e responderão a inquérito.
No Cariri, três homens foram presos na sexta-feira (10) no município de Brejo Santo. As equipes técnicas encontraram irregularidades em três locais: uma residência no centro da cidade, um bar e uma propriedade na zona rural. Em todos os casos, havia ligações diretas na rede elétrica.
Na Grande Fortaleza, as inspeções ocorreram em três municípios. A primeira foi em São Gonçalo do Amarante, na quinta-feira (9), quando uma prisão em flagrante foi registrada em uma residência localizada no distrito da Taíba.
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Depois, na cidade de Pacajus, uma pessoa foi presa na sexta-feira (10) por desvio de energia em um restaurante. No mesmo dia, duas pessoas foram encaminhadas à delegacia após a identificação de fraudes elétricas em um condomínio em Maracanaú.
As detenções ocorreram durante operações de inspeção da Enel Distribuição Ceará, em conjunto com as forças de segurança do estado.
Segundo a concessionária, as fiscalizações são realizadas com base em análises de dados e inteligência técnica para identificar pontos de desvio na rede elétrica.
Balanço das operações no estado
O combate às ligações clandestinas tem registrado números expressivos no Ceará. Apenas nos primeiros meses de 2026, a Enel já realizou 90 operações de combate ao desvio, resultando em 73 prisões.
No ano passado, o balanço de 2025 fechou com mais de 180 prisões pelo mesmo crime.
As fiscalizações da distribuidora também se estendem a ferros-velhos e pontos de reciclagem para coibir o comércio de materiais furtados da rede elétrica.
Riscos à população e impacto financeiro
O furto de energia elétrica é crime tipificado no Código Penal, com pena prevista de um a oito anos de reclusão. Além do aspecto legal, a prática irregular gera riscos graves de acidentes e prejudica a qualidade do serviço prestado a toda a população.
“As ligações clandestinas podem causar curtos-circuitos e sobrecarga na rede, provocando interrupções no fornecimento. Também é importante destacar que parte da energia furtada é repassada para a tarifa, impactando os consumidores que estão regulares”, alerta Eduardo Gomes, responsável pelo setor de Inspeções da Enel Ceará.