Anexo do César Cals funciona normalmente e consultas estão mantidas, diz diretor
Unidade anexa fica localizada ao lado do hospital, no Centro.
O setor de ambulatório do Hospital César Cals está funcionando normalmente, e as consultas de pacientes já agendadas estão mantidas, informou Antônio de Pádua Almeida, diretor-geral da unidade de saúde.
O sistema ambulatorial, que funciona em unidade anexa ao lado do hospital, localizado no bairro Centro, em Fortaleza, não foi afetado pelo incêndio ocorrido na manhã da última quinta-feira (13).
Portanto, consultas de pré-natal, ginecologia e outras especialidades não precisaram ser remarcadas ou canceladas, segundo o diretor.
"Qualquer mudança que ocorra nos próximos dias que nós julgarmos mais interessantes para a população, vão ser comunicadas, porque essas pacientes preenchem o cadastro, a gente tem acesso e tem como entrar em contato para justificar se a consulta dela for transferida para alguma outra unidade da rede. Mas, de início, todas as consultas estão mantidas no dia de hoje e na próxima semana aqui em nosso anexo, que são consultas de pré-natal e ginecologia obstetrícia", esclareceu Antônio de Pádua em entrevista ao Bom Dia Nordeste, da Verdinha FM, na manhã desta sexta-feira (14).
Ainda conforme o gestor do César Cals, equipes estão verificando as condições gerais de funcionamento do hospital e garantindo os serviços do anexo ambulatorial.
Além disso, Antônio de Pádua destacou que a unidade de saúde está dando assistência às pessoas que procuram informações relacionadas à transferência de pacientes que estavam internados na unidade, prestando também suporte psicológico e de serviço social.
Como fica o atendimento no César Cals?
O Diário do Nordeste esteve nesta manhã para acompanhar a movimentação do hospital e do anexo após o incêndio.
Apesar da informação de funcionamento da unidade anexa, a agricultora Edilza Bezerra, moradora do município de Itapipoca, foi ao hospital realizar um exame de tomografia na área de urologia, mas não foi atendida e precisou remarcar o procedimento.
"Eu sou de Itapipoca, vim fazer um exame e não deu certo para hoje. Não está funcionando, vou ter que vir outro dia para remarcar. Vou sair lá de Itapipoca para vir de novo, ser atendida em outro hospital", disse a agricultora.
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Conforme o diretor-geral, estão sendo discutidas, junto à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), estratégias sobre o retorno integral de funcionamento da unidade hospitalar. O gestor citou a ampliação de atendimento de outras unidades de saúde, como o HGF e a Maternidade Escola, para suprir as necessidades dos pacientes que foram encaminhados do César Cals.
"Vamos discutir em conjunto com a rede quais são os próximos passos, como vai ficar o atendimento. Mas já combinamos com algumas unidades da rede. O HGF ampliou o número de atendimentos na parte de maternidade, que se encontra fechada temporariamente. A Maternidade Escola também está dando um grande apoio, aumentando o volume de atendimentos que ela oferta à população", informou Antônio de Pádua.
"Nós estamos fazendo esses pequenos ajustes para garantir que a população que procura aqui o hospital [César Cals] nesses primeiros dias em que nós estamos fazendo um diagnóstico situacional continue com seu atendimento garantido com segurança e qualidade", completou.
Para onde foram encaminhados os bebês desacompanhados?
A gestão também comunicou instruções para os familiares que precisam de suporte para localizar os bebês que estavam hospitalizados no César Cals e foram transferidos desacompanhados para outras unidades de saúde.
Há uma lista na entrada do hospital no Núcleo de Atendimento ao Cliente (Nac) com auxílio de assistentes sociais, em que os familiares podem consultar e ser informados sobre onde estão os bebês.
"Alguns bebês que estão na UTI neonatal que foram transferidos sem os pais acompanharem essa transferência, nós temos aqui uma lista na entrada do hospital no núcleo de atendimento ao cliente. Qualquer pai, mãe, familiar que precisar de alguma informação, essas informações estão sendo prestadas pelo nosso serviço social que está atuando em conjunto com o Nac", disse o diretor.
"A maioria dos pacientes que foram transferidos ontem, nós conseguimos transferir mãe e bebê para a mesma unidade hospitalar. Nós estamos conversando com os outros hospitais da rede municipal estadual que receberam nossos pacientes e estamos passando essas informações para os familiares", apontou Pádua.
A gestão informou ter conseguido conduzir com êxito a transferência de 117 recém-nascidos e 153 mulheres.
"Nós tínhamos 270 pacientes aqui no hospital. Essa capacidade é de 300 leitos, mas nós tínhamos alguns pacientes que eram pós-parto normal, pós-cesárea e recém-nascido que se encontrava só em companhia da mãe, aguardando a alta", completou.