Ambulatório público de Fortaleza atende pessoas com distúrbios do sono; saiba como acessar serviço

No Dia Mundial do Sono, veja o que fazer para dormir melhor e quando é hora de buscar ajuda médica

Escrito por
Theyse Viana theyse.viana@svm.com.br
Mulher cansada sentada ao lado da cama
Legenda: Quem não consegue dormir tempo suficiente pode ter fadiga e indisposição no dia seguinte
Foto: Shutterstock

Uma noite bem dormida é item básico para ter qualidade de vida, mas difícil de conseguir para muitos cearenses. Neste Dia Mundial do Sono, 18 de março, especialista dá dicas do que fazer para dormir melhor e alerta sobre o momento e o local certo para buscar auxílio médico.

Para o mestre de obras Francisco José da Silva, 63, buscar ajuda profissional para conseguir dormir foi indispensável, já que foi diagnosticado com apneia do sono. Há 6 meses, conta com a ajuda de um respirador para adormecer com tranquilidade.

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“Eu ronco muito, e com o aparelho diminuiu, meu sono tá bem melhor. Eu sentia formigamento no corpo, dormência, e desapareceu. Dormia 4h, 5h no máximo, devido ao mal estar que sentia”, relembra José.

Assim como ele, a dona de casa Maria Jesuína Maximiano também precisou buscar auxílio médico no Ambulatório Interdisciplinar do Sono do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) para conseguir completar uma noite de sono.

Se eu não tomar o medicamento, não durmo de jeito nenhum à noite. Isso me deixa muito ruim durante o dia, cansada, com tontura. Há 2 anos, venho lutando pra conseguir essa máscara e melhorar meu sono.
Maria Jesuína
Dona de casa

O médico Manoel Alves Sobreira, coordenador do ambulatório e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), destaca que as mudanças de comportamento e de rotina na pandemia afetaram o sono dos cearenses e aumentaram os casos de insônia.

“Houve também uma série de situações, como o medo de adoecimento, que gerou aumento do grau de ansiedade e insônia. Além disso, a própria Covid pode levar a quadro de insônia associado”, acrescenta.

80
doenças ligadas ao sono já foram identificadas até hoje na Classificação Internacional de Distúrbio do Sono.

Apesar de gerar confusão, “não dormir bem uma noite não significa insônia”, como explica o especialista. “O transtorno de insônia crônico se repete por uma frequência superior a 3 vezes por semana, por pelo menos 3 meses”, calcula.

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Uma noite mal dormida, contudo, também leva a uma série de consequências cognitivas e comportamentais:

  • Fadiga;
  • Sono; 
  • Dificuldade de atenção, raciocínio e concentração; 
  • Irritabilidade; 
  • Dificuldade de relacionamento.

Onde buscar ajuda para problemas do sono

No Ceará, quem precisa de avaliação médica detalhada para tentar entender o motivo do problema deve procurar um posto de saúde de sua localidade. A unidade dará encaminhamento para o Ambulatório do Sono, no HUWC.

O equipamento funciona sempre às quartas-feiras pela manhã, das 7h às 12h, nas Policlínicas Especializadas (Ilhas).

Dicas para dormir melhor

De maneira prática, Manoel Sobreira reforça que, no dia a dia, todas as pessoas devem fazer a higiene do sono. 

  • Manter um horário bem estabelecido para deitar e levantar. A regularidade ajuda no processo de sincronização do organismo; 
  • Evitar bebidas cafeinadas no período da noite, como café, refrigerantes, chocolate, chá preto e chá mate, por serem substâncias energéticas;
  • Ter um ambiente silencioso e com temperatura confortável, o mais aconchegante possível;
  • Praticar exercícios físicos regularmente, mas evitar realizá-los próximo ao horário de dormir, porque o corpo pode se manter agitado;
  • Evitar uso de celulares, tablets, televisão e computadores.

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