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Em pronunciamento, Lula defende soberania brasileira e chama políticos de traidores

A transmissão no rádio e televisão ocorreu em alusão ao feriado de 7 de setembro, da independência brasileira

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 21:46)
Imagem capturada de pronunciamento do presidente Lula
Legenda: Lula fez pronunciamento em comemoração ao 7 de Setembro defendendo a soberania do país
Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e refirmou que o Brasil mantém relações amigáveis com todos os países, mas não aceita “ordem de quem quer que seja”. A fala faz parte do pronunciamento de Lula em comemoração ao 7 de Setembro, Dia da Independência, realizada às 20h30 deste sábado (6), em rede nacional e nas suas redes sociais.

Lembrando da história de colonização do país, ele afirmou que as riquezas do Brasil não serão mais retiradas para enriquecer outros países. 

“Nos tornamos soberanos, não somos e não seremos, novamente, colônia de ninguém. Somos capazes de governar e de cuidar da nossa terra e da nossa gente sem interferência de nenhum governo estrangeiro. O Brasil tem um único dono, o povo brasileiro. Por isso, defendemos nossas riquezas, nosso meio ambiente, nossas instituições, defendemos nossa democracia e resistiremos a qualquer um que tente golpeá-la”, disse.

Sem citar nomes, ele também chamou políticos brasileiros que estariam trabalhando contra os interesses do país de traidores. “É inadmissível o papel de alguns políticos brasileiros que estimulam os ataques ao Brasil. Foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro, mas defendem, apenas, seus interesses pessoais. São traidores da pátria e a história não os perdoará”, ressaltou.

Veja o vídeo do pronunciamento do presidente Lula

Soberania no dia a dia

Trazendo para ações do seu governo, o presidente Lula afirmou que defenderá o Pix, o mantendo gratuito. Além disso, reafirmou o zelo pelo cumprimento da Constituição e a independência entre os três poderes.

“Isso significa que o presidente do Brasil não pode interferir nas decisões da justiça brasileira, ao contrário do que querem impor ao nosso país”, fazendo referências a falas do presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Ainda reafirmou a importância das redes sociais, mas defendeu que sejam regulamentadas, não estando “acima da lei”.

“As redes digitais não podem continuar sendo usadas para espalhar fake news e discursos de ódio. Não podem dar espaço à prática de crimes como o golpe financeiro, exploração sexual de crianças e adolescentes em incentivo ao racismo e à violência contra as mulheres”.

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