Prévia da inflação de Fortaleza é a terceira mais alta do País em janeiro

Itens de vestuário foram os que apresentaram as maiores altas na Capital cearense segundo o IBGE

Legenda: O setor de vestuário teve 1,91% de alta no IPCA-15 de janeiro
Foto: Kid Júnior

Fortaleza apresentou em janeiro uma alta de 0,97% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é considerando uma prévia da inflação no País. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (26).  

A Capital cearense apresentou a terceira maior alta do País, empatando com Belo Horizonte (MG) e sendo superada apenas por Recife (PE) e Porto Alegre (RS) na variação geral. A capital de Pernambuco apresentou uma alta de 1,45% e a do Rio Grande do Sul de 1,11% para o IPCA-15 em janeiro. 

O ranking segue com Rio de Janeiro (0,95%); Goiânia (0,89%); Belém (0,78%); São Paulo (0,63%); Curitiba (0,62%); Salvador (0,38%); e Brasília (0,33%). 

O que ficou mais caro 

Dentre as categorias analisadas pelo IBGE, em Fortaleza, o setor de vestuário foi o que apresentou a maior elevação, com 1,91% de alta. Os custos da habitação na Capital ficaram com a segunda maior variação (1,9%). 

Veja a lista dos grupos que ficaram mais caros segundo o IPCA-15: 

  1. Vestuário: 1,91%
  2. Habitação: 1,90%
  3. Alimentação e bebidas: 1,04%
  4. Artigos de residência: 1,03%
  5. Transportes: 0,74%
  6. Saúde e cuidados pessoais: 0,70%
  7. Comunicação: 0,17%
  8. Educação: 0,09%

Maiores impactos

No grupo de habitação, o maior impacto na prévia da inflação foi causado pelos gastos com energia elétrica residencial, que tiveram alta de 4,68%. No mês passado, a categoria já havia apresentado variação de 4,77%. 

No segmento de alimentação e bebidas os destaques ficaram para os itens hortaliças e verduras (7,79%), carnes (2,03%), enlatados e conservas (1,80%).

Já no setor de artigos de residência, o item com maior variação foi de TV, som e informática, com alta de 1,31%. Em relação aos gastos com transportes, a maior elevação foi registrada para os combustíveis (2,33%). 

Na saúde, o maior impacto foi causado pelos itens de higiene pessoal (1,05%)

O que ficou mais barato

Por outro lado, alguns itens tiveram variações negativas, ficando mais baratos em janeiros. Os principais destaques apontados pelo IBGE ficaram para passagem aérea (-22,17%), tomate (-15,09%), manga (-11,19%), laranja-pera (-6,07%) e mamão (-5,30%).

Os dados foram coletados pelo IBGE no período de 12 de dezembro de 2020 a 14 de janeiro de 2021 e comparados com os vigentes de 13 de novembro a 11 de dezembro de 2020.

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