Portugal revoga suspensão de voos com Brasil e Reino Unido

Medida estava em vigor desde janeiro. Passageiros devem cumprir quarentena de 14 dias

Aviões da TAP em aeroporto de Portugal
Legenda: A suspensão dos voos foi instituída após temores ocasionados pelas variantes do novo coronavírus detectadas nos dois países.
Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

O Ministério do Interior de Portugal anunciou, nesta sexta-feira (16), que o país revogou a suspensão de voos com o Brasil e o Reino Unido, existente desde o fim de janeiro. Em vigor já a partir de hoje, a medida, contudo, é válida apenas para "viagens essenciais". As informações são do portal G1.

A suspensão dos voos foi instituída no fim de janeiro, sendo prorrogada posteriormente. A ação se deu após temores ocasionados pelas variantes do novo coronavírus detectadas nos dois países, as quais seriam mais contagiosas.

Os passageiros de voos originários do Brasil ou de países com taxa de incidência igual ou superior a 500 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes terão de cumprir quarentena de 14 dias.

Em confinamento desde meados de janeiro, Portugal registrou forte queda de novos contágios da doença depois de chegar a 16,5 mil novos casos em 28 de janeiro. O número de óbitos, segundo a Universidade Johns Hopkins, caiu para menos de dez por dia neste mês.

A queda permitiu que o governo português implementasse um plano de flexibilização gradual do confinamento a partir de 15 de março. A reabertura ocorreu a partir do dia 5 de abril.

O plano de desconfinamento gradual entrará em sua terceira fase na próxima segunda-feira (19), conforme o primeiro-ministro do país, António Costa.

França suspende voos 

A França, em contrapartida, adotou, nesta quarta-feira (14), suspensão de voos de ida e volta do Brasil até a próxima segunda (19). A decisão foi informada pelo primeiro-ministro francês, Jean Castex, na terça-feira (13), inicialmente com prazo indeterminado.

Na ocasião da divulgação, Castex justificou que a ação se deu por causa da situação sanitária no Brasil, agravada após a descoberta da variante P.1 do novo coronavírus. 

O governo da França informou, também, que estava examinando soluções para repatriação de franceses que deveriam voltar para o país em "voos particulares ou indiretos".  "Nossos cidadãos têm o direito constitucional de retornar ao nosso território", ponderou o secretário de Estado para Assuntos Europeus, Clément Beaune.

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