Pix ganha nova funcionalidade a partir desta quinta-feira (1º); veja o que muda

Passa a ser possível integrar a lista de contatos pessoal à ferramenta

Logotipo do Pix na tela do smartphone com logotipo do Banco Central do Brasil ao fundo
Legenda: As novas funcionalidades da ferramenta entram em vigor neste mês de abril
Foto: Shutterstock

Os usuários do Pix passam a contar com mais uma facilidade a partir desta quinta-feira (1º). Agora é possível integrar a lista de contatos pessoal à ferramenta do Banco Central (BC). A nova funcionalidade de verificação de chaves registradas se aplica ao número de telefone celular e ao endereço de e-mail do cliente. 

O objetivo da novidade é facilitar a identificação de quem cadastrou o número de celular como chave Pix, simplificando ainda mais o pagamento através funcionalidade, informou o BC.

Essa nova funcionalidade também tem a intenção de minimizar possíveis erros envolvendo dados para transferências.

Os interessados em usar a novidade precisam atualizar o aplicativo do banco em que é cliente para ter acesso. Após isso, a instituição financeira pode ou não criar um widget, que é um atalho, para facilita o acesso à ferramenta no celular.

Como funciona 

A ferramenta é simples: o aplicativo da instituição bancária que o usuário estiver logado coleta as informações sobre telefones e e-mails dos contatos salvos no celular do cliente, e envia essa lista para o Banco Central. 

Em seguida, a entidade retorna quais dos dados enviados são ou não uma chave Pix cadastrada. A partir daí, a transação segue da mesmo forma como já vem sendo feita desde o lançamento da ferramenta. 

Privacidade do usuário 

A funcionalidade é opcional e os usuários podem solicitar a exclusão da chave Pix cadastrada com o número de telefone, se assim desejarem. 

A interligação com a agenda irá ocorrer somente quando o cliente cadastrar a chave, e concordar com o termo de consentimento.

Se o usuário não quiser que esse dado seja compartilhado, é aconselhável que ele escolha outra informação como chave, por exemplo, a aleatória (uma sequência de números geradas pelo sistema).

Alteração de dados

Outra novidade, que entra em funcionamento nesta quinta-feira, é a possibilidade dos usuários finais, em caso de mudança no nome, solicitar alteração das informações, como nome completo, nome empresarial e título do estabelecimento, sem a necessidade de excluir e registrar novamente a chave.

Para o BC, isso vai facilitar, por exemplo, o ajuste quando uma pessoa alterar o nome após o casamento ou uma empresa alterar o nome fantasia do estabelecimento.

Também será permitido que o usuário final possa solicitar o vínculo de seu nome social à chave Pix.

Além disso, houve mudança no Regulamento do Pix para impedir que as instituições fixem limites do número de transações Pix, seja de envio ou de recebimento. De acordo com o BC, essa vedação é necessária para garantir condições competitivas equânimes entre diferentes instrumentos de pagamento.

O QUE É O PIX 

Sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, o Pix permite a transferência de recursos entre contas bancárias 24 horas por dia. As transações são executadas em até 10 segundos, sem custo para pessoas físicas.

QUEM PODE USAR O PIX

Para usar o Pix, o correntista deve ir ao aplicativo da instituição financeira e cadastrar as chaves eletrônicas, que podem seguir o número do celular, o e-mail, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), para pessoas físicas ou o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), para empresas.

O usuário também pode gerar uma chave aleatória, com um código de até 32 dígitos ou mesmo usar os dados da conta. Cada chave eletrônica está associada a uma conta bancária. Pessoas físicas podem ter até cinco chaves por conta. Para pessoas jurídicas, o limite sobe para 20.

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