Expectativas para inflação e juros aumentam para este ano e em 2022

Estimativa para inflação subiu de 8,69% para 8,96% para o próximo ano

Legenda: Consumidores já sentem no bolso a alta da inflação
Foto: Diário do Nordeste

Após as manobras propostas pelo governo no teto de gastos para bancar o aumento do Bolsa Família a R$ 400, a projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 piorou significativamente.

E também já começaram a aparecer sinais de desancoragem mais ampla, com as estimativas para 2023 e 2024 também superando o centro das metas estabelecidas.

A estimativa mediana para 2022 saltou 0,27 ponto porcentual, de 8,69% para 8,96%, a 29ª alta consecutiva, conforme o Relatório Focus, cada vez mais distante do teto da meta (5,25%) a ser perseguida pelo Banco Central (BC). 

Há um mês, estava em 8,45%. A projeção para o índice em 2022, foco do BC, também continuou subindo, de 4,18% para 4,40%, 14º aumento seguido. Quatro semanas atrás, estava em 4,12%.

Selic

As instituições também passaram a prever aceleração no ritmo de alta da Selic (a taxa básica da economia) e níveis mais altos no fim de 2021 e 2022, segundo o Relatório de Mercado Focus, prevendo uma deterioração econômica devido à perda de credibilidade da âncora fiscal.

Para este ano, a estimativa subiu de 8,25% para 8,75%, o que supõe uma aceleração no passo de alta de juros, até setembro em 1 ponto porcentual, ainda este ano.

Há um mês, a mediana era de 8,25%. Já a estimativa para o fim de 2022 passou de 8,75% para 9,50%, uma das mudanças mais bruscas da história da pesquisa de uma semana para a outra. Há quatro semanas, estava em 8,50%.

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