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Bem Brasil registra crescimento de 15,8% na venda de batatas pré-fritas congeladas no Ceará

Enxergando um potencial ainda a ser explorado no Nordeste, a Bem Brasil tem apostado em estratégias de maior inserção na região

Escrito por Carolina Mesquita carolina.mesquita@svm.com.br
02 de Julho de 2023 - 08:00
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Legenda: A empresa possui duas unidades fabris, ambas em Minas Gerais.
Foto: Divulgação

A febre das air fryers e o fator praticidade são variáveis que têm impulsionado o consumo de batata pelos brasileiros, especialmente as pré-fritas congeladas. O Ceará não fica de fora dessa tendência, refletida em um aumento de 25,8% em 2022 das vendas da Bem Brasil, marca detentora de metade da participação no mercado nacional.

A informação foi revelada em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste pelo presidente da companhia, Dênio Oliveira.

Enxergando um potencial ainda a ser explorado no Nordeste, a Bem Brasil tem apostado em estratégias de maior inserção na região. Uma delas é a aproximação com as redes regionais de supermercados.

"O Nordeste, desde 2020, vem crescendo muito e a gente quer cada vez mais fomentar esse crescimento, porque é uma área ainda em desenvolvimento, o nordestino está começando a aprender a comer batata frita congelada, e a gente quer estar cada vez mais próximo", afirma.

Em 2021, a Bem Brasil inaugurou a quarta linha de produção através de um investimento de R$ 1 bilhão. A empresa possui duas unidades fabris, ambas em Minas Gerais, estado que concentra parte significativa da produção brasileira de batata inglesa.

Brasileiro consome cerca de 3,5 kg de batata por ano
Legenda: Brasileiro consome cerca de 3,5 kg de batata por ano
Foto: Divulgação

A estrutura atual possui uma capacidade de produção de 500 mil toneladas por ano. Em 2022, o total produzido chegou a 370 mil toneladas de batata pré-frita congelada, o que representa um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

Conforme Oliveira, a previsão é que em 2023 haja novo incremento entre 15% e 20%. Para os próximos quatro anos, a meta é de salto ambicioso de 92%, o que resultaria em alta de 126% no faturamento da empresa.

A Bem Brasil é uma empresa nova ainda, de 16 anos, fundada por três irmãos que já plantavam batata in natura e resolveram agregar valor. Foi a primeira indústria brasileira dessa atividade e vem nesses anos fomentando o consumo de batata. Na época, o consumo de batata por habitante era de 0,5 kg por ano. Hoje, já estamos em 3,5 kg".
Dênio Oliveira
Presidente da Bem Brasil

Nos Estados Unidos, esse consumo chega a 13 kg por habitante e na Europa, a 20 kg. Essa discrepância, segundo o presidente da Bem Brasil, demonstra o potencial que o mercado ainda pode explorar.

Expansão

O executivo revela que uma nova unidade industrial está nos planos de expansão da Bem Brasil. A unidade ainda não tem local exato e data para ser instalada, mas é um componente importante para o alcance das metas traçadas para os próximos anos.

Isso porque uma delas é elevar o percentual da receita relativa à exportação de 2,5% para 15%. Para isso, a companhia precisa de uma produção que atenda o crescimento do mercado nacional e a intensificação das vendas no mercado externo.

Conforme Oliveira, a previsão é que em 2023 haja novo incremento nas vendas nacionais entre 15% e 20%
Legenda: Conforme Oliveira, a previsão é que em 2023 haja novo incremento nas vendas nacionais entre 15% e 20%
Foto: Dibulgação

Atualmente, a marca já envia seus produtos para Paraguai, Bolívia, Uruguai, Peru, Estados Unidos e, no segundo semestre deste ano, iniciará os envios para o México.

"A gente quer crescer nesse novo contexto e a nova planta vai ajudar bastante, porque vou ter capacidade para suprir o crescimento interno e capacidade de aumentar a minha exportação. Essa é a ideia com a nova planta: fomentar a minha exportação", afirma.

Apesar de não ser um grande destaque na produção de batata inglesa, Oliveira ressalta que o Nordeste não está descartado entre as possibilidades para a instalação da nova fábrica.

Ele argumenta que questões como mão de obra, energia e outras acabam pesando mais nessa tomada de decisão do que mesmo a falta de produção da matéria-prima, uma vez que esta pode ser fomentada pela empresa.

"O Nordeste é uma região que está sendo observada", garante.

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