Banco Central anuncia elevação da Selic para 7,75% ao ano

Esse o maior nível da Selic em quatro anos

Notas de 100 reais dispostas em mesa
Legenda: Reunião do Copom ocorreu e decidiu pelo aumento da taxa nesta quarta-feira (27)
Foto: Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

A taxa básica de juros da economia foi elevada de 6,25% para 7,75% ao ano, segundo decidiu o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Alta da Selic nesta quarta-feira (27) é a sexta consecutiva, além da mais ampla do ciclo. 

Esse é o maior patamar que a taxa Selic atinge em quatro anos. Em outubro de 2017, houve redução de 8,25% para 7,5%. 

Elevação já era esperada pelo setor, pois o mercado financeiro ficou insatisfeito com possibilidade de o Ministério da Economia flexibilizar o teto de gastos. As informações são do portal G1

Segundo economistas avaliam, o aumento de 1,5 ponto percentual é considerado alto. A aposta era no patamar de 7,5%.

PRÉVIA DA INFLAÇÃO E "FURO" NO TETO DE GASTOS

Com a aceleração divulgada na prévia da inflação de outubro, alguns bancos passaram a estimar um aumento até maior do que 1,5 ponto no encontro do Copom desta semana, o que foi concretizado na noite desta quarta.

Sendo assim, o juro passará a ficar maior do que o registrado no início do governo Bolsonaro, em janeiro de 2019 (6,5% ao ano).

Nos dois últimos encontros do Copom, a elevação dos juros foi de um ponto percentual.  A situação foi mudada pois o mercado começou a prever uma elevação maior após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter admitido "furar" o teto de gastos com o objetivo de ampliar a proteção social, por meio do Auxílio Brasil, programa social sucessor do Bolsa Família.,

TAXA SELIC NO RITMO DE ALTA

As instituições bancárias passaram a prever aceleração no ritmo de alta da Selic (a taxa básica da economia) e níveis mais altos no fim de 2021 e 2022, segundo o Relatório de Mercado Focus, prevendo uma deterioração econômica devido à perda de credibilidade da âncora fiscal.

Para este ano, a estimativa subiu de 8,25% para 8,75%, o que supõe uma aceleração no passo de alta de juros, até setembro em 1 ponto porcentual, ainda este ano.

Há um mês, a mediana era de 8,25%. Já a estimativa para o fim de 2022 passou de 8,75% para 9,50%, uma das mudanças mais bruscas da história da pesquisa de uma semana para a outra. Há quatro semanas, estava em 8,50%.

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