Ed Motta se envolve em confusão em restaurante no Rio; donos relatam agressões
Caso aconteceu no último sábado (2) no restaurante Grado, na zona sul da Cidade.
O cantor Ed Motta se envolveu em uma grande confusão que resultou em agressões e objetos arremessados no restaurante Grado, na zona sul do Rio de Janeiro, no último sábado (2). O caso foi divulgado pela colunista Luciana Fróes, do O Globo.
Segundo o jornal, o desentendimento teve início após o estabelecimento negar a cortesia da taxa de rolha do vinho, que é o valor cobrado por restaurantes para servir a bebida levada pelo cliente.
"Durante o atendimento no último sábado, um grupo de clientes composto por Eduardo Motta (Ed Motta), Diogo Coutinho do Couto e um terceiro indivíduo, até o momento identificado como seu primo, protagonizou episódios de extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local", disseram Nello Garaventa e Lara Atamian, donos do Grado, em comunicado veiculado pelo Globo.
Segundo os empresários, as agressões incluíram xingamentos, referências pejorativas à origem nordestina da equipe, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada. "Funcionários foram publicamente expostos ao ridículo, sem possibilidade de resposta".
A nota afirma que uma cadeira foi arremessada contra um garçom, que se encontrava de costas, e que um esbarrão provocado por Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos, fazendo com que a situação escalasse e as agressões passassem a atingir também esses clientes.
"Um deles, que estava sentado, recebeu um soco e, ao se dirigir à saída, teve uma garrafa de vinho, tamanho magnum, intencionalmente arremessada contra sua cabeça, causando sangramento imediato", diz o comunicado.
Ainda conforme o relato, o grupo deixou o estabelecimento antes da chegada da Polícia. O casal de donos do local acrescentou que o episódio causou danos físicos, emocionais e materiais relevantes, e que prestam suporte jurídico e assistencial aos funcionários, buscando responsabilizar judicialmente os envolvidos. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio.
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Cantor admite excessos, mas nega agressões
Também ao jornal O Globo, Ed Motta admitiu ter se excedido na ocasião, mas negou que tenha agredido alguém.
"Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém", disse o cantor.
Sobre o relato de agressão a outros clientes, Motta disse que deixou o local logo após jogar a cadeira, não estando presente quando a confusão escalonou. No entanto, nega que isso tenha ocorrido e afirma que integrantes da mesa ao lado ofenderam seus amigos.
Eu fui embora e começou uma confusão entre as pessoas que ficaram na minha mesa e a outra mesa que estava no restaurante. A minha mesa se desculpou várias vezes por minha atitude errada e excesso de raiva, que foi provocado por eu ser cliente deles há muitos anos e nunca ter sido cobrado por essa taxa de rolha. Um dos funcionários olhava para mesa com cara de ironia e prazer por aquele estresse estar acontecendo. Me irritei com tudo aquilo, joguei a cadeira no chão e fui embora.
"Depois que eu fui embora, eu fiquei sabendo que quando a minha mesa foi pedir desculpas à mesa ao lado, esta mesa começou a ofender a minha, que inclusive tinha uma senhora, mãe de meu amigo, Nicolas, de São Paulo. Então, começou uma confusão entre eles. Foram as pessoas na mesa ao lado que ofenderam meus amigos, inclusive com ofensas homofóbicas, chamando meu amigo de "viado", e xenofóbicas, mandando ele voltar para a Arábia", relatou o cantor ao O Globo.