Vai chover em março no Ceará? Veja previsão do tempo

Historicamente, esse é o mês mais chuvoso no Estado.

Escrito por
Nícolas Paulino nicolas.paulino@svm.com.br
Dois meninos à beira de um rio, um sentado em uma rocha e o outro parcialmente na água, ambos olhando para o céu nublado no interior do Ceará.
Legenda: Boas chuvas dependem de combinação de condições oceânicas e atmosféricas favoráveis no Ceará.
Foto: JL Rosa.

O mês de março é aguardado com grande expectativa pelos cearenses, pois marca um período crucial para os recursos hídricos e para a agricultura no Estado. Diversos fatores climáticos influenciam o comportamento das precipitações nesta época do ano, gerando curiosidade sobre o que esperar para o calendário de 2026.

Na última semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um novo boletim climático para o mês. O documento detalha as tendências de temperatura e chuva para todo o território brasileiro, apresentando recortes específicos para as sub-regiões que compõem o Nordeste.

Março é o mês mais chuvoso do Ceará: a média histórica é de 206,5 milímetros, segundo o Portal Hidrológico do Ceará.

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A previsão indica chuvas acima da média “em praticamente todos os Estados” nordestinos. O Ceará aparece em destaque no relatório, com expectativa de volumes acumulados que podem superar a média histórica em até 50 mm.

Quando se analisa o mapa cearense, quase todo o Estado deve ficar nessa faixa, incluindo a maior parte do litoral, o Vale do Jaguaribe e o Centro-Sul, incluindo o Cariri. 

Ainda há probabilidade de acumulados ainda maiores (entre 50mm e 75mm) em partes do noroeste do Litoral Norte, Sertão dos Crateús, Sertão de Canindé e Sertão Central.

Há apenas uma mancha neutra sobre uma região do Vale do Curu, indicando possível normalidade para o período.

Esse cenário de precipitações mais abundantes também deve ser observado em Estados vizinhos, como Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Enquanto isso, outras áreas da região, como o sul da Bahia e Sergipe, devem apresentar valores mais próximos da normalidade climatológica prevista para março.

O que diz a Funceme?

Já a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) tem uma leitura mais cautelosa. Segundo Francisco Vasconcelos Júnior, diretor técnico da instituição, a tendência para o mês de março é de volumes condizentes com a média histórica.

Contudo, o diretor ressalta que “dentro da normalidade” não significa chuva uniforme em todo o Estado. “Temos recebido comentários de agricultores com algumas perdas, porque você tem chuva em lugares específicos, mas em outros ainda há déficit”, afirmou ao Diário do Nordeste.

O monitoramento indica que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal indutor de chuvas nesse período, ainda está posicionada mais ao norte, longe da costa cearense, o que tem gerado preocupação quanto ao volume acumulado nos açudes.

A Funceme reforça a necessidade de continuar observando o comportamento do Oceano Atlântico, que segue apresentando incertezas quanto à temperatura de suas águas e pode influenciar no regime de chuvas do mês.

Veja as médias históricas por macrorregião do Estado:

  • Litoral Norte - 268.1 mm
  • Litoral de Fortaleza - 260.6 mm
  • Ibiapaba - 239.3 mm 
  • Litoral de Pecem - 231.7 mm
  • Cariri - 216.5 mm
  • Maciço de Baturité - 205 mm
  • Jaguaribana - 194.4 mm
  • Sertão Central e Inhamuns - 173.4 mm

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Previsão de temperaturas

O boletim do Inmet também traz informações importantes no que diz respeito ao calor. Diferente de Estados como Bahia e Pernambuco, que podem ter termômetros até 0,6 °C acima da média, o Ceará deve manter temperaturas próximas à média histórica para o mês.

Segundo as análises do Instituto, a combinação de chuvas com temperaturas estáveis tende a favorecer a recuperação da umidade do solo e a redução do estresse hídrico em diversas áreas da região Nordeste.

Essas condições climáticas são fundamentais para o bom desenvolvimento de lavouras temporárias e para a manutenção das pastagens. O acompanhamento constante das previsões oficiais é essencial para que os produtores rurais possam planejar suas atividades com maior segurança produtiva.

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