Unifor realiza I Simpósio de Cranioestenose e Cirurgia Craniofacial de Fortaleza

Evento neste sábado (22) terá debates sobre essa condição congênita rara.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br

Como forma de fomentar o debate sobre a cranioestenose e aproximar a comunidade médica das famílias, o I Simpósio de Cranioestenose e Cirurgia Craniofacial de Fortaleza será realizado neste sábado (22), na Universidade de Fortaleza (Unifor). Essa condição é caracterizada pelo fechamento antecipado de uma ou mais suturas cranianas, podendo causar prejuízo à expansão cerebral e atraso ao desenvolvimento neurológico.

O evento inicia às 8h, com palestras presenciais e remotas. Haverá especialistas vinculados ao Hospital Infantil de Boston, da Universidade de Harvard (EUA), referência mundial nesse tipo de tratamento. Também foram confirmados profissionais com experiência na síndrome, atuantes em estados como São Paulo e Pará.

Imagem de divulgação do I Simpósio de Cranioestenose e Cirurgia Craniofacial de Fortaleza.
Legenda: Evento será realizado na Universidade de Fortaleza.
Foto: Divulgação/Unifor.

Um dos palestrantes é o neurocirurgião pediátrico Eduardo Jucá, professor do curso de Medicina da Unifor e atual presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Pediátrica (biênio 2024-2025).

Além de médicos, o Simpósio terá familiares de pessoas diagnosticadas com a condição. A palestrante Natália Jereissati é uma das convidadas, assim como seu marido, Igor Macêdo. Os dois são pais do João, que realizou parte do seu tratamento em Boston, nos Estados Unidos.

Tratamentos atualizados da cranioestenose 

Em entrevista ao Diário do Nordeste, Natália destacou que é preciso debater sobre a doença para garantir um diagnóstico precoce. "Como tem uma falta de informação, nem todos os hospitais estão preparados para isso. Mas o melhor tratamento tem que ser feito logo nos primeiros meses de vida, quando o cérebro vai se desenvolver de uma forma maior", explicou.

Ao se deparar com a condição, sentiu dificuldade de encontrar mais informações. Ela buscava não apenas se educar sobre o diagnóstico de João, como garantir o melhor tipo de tratamento ao filho. Dessa forma, um evento como esse ajuda a difundir tratamentos atualizados.

Assim como Natália, Igor Macêdo reforçou que o simpósio ajuda a: 

  • Trazer informações para os pacientes e os familiares; 
  • Mostrar aos profissionais de saúde os tratamentos mais recentes;
  • Compartilhar informações com a infraestrutura médica do País.

"A grande importância desse simpósio é trazer informações para os pacientes, para fazer esse diagnóstico e tratamento cedo, para que não tenham essas consequências cognitivas para a criança. O tratamento tardio acaba que encarece mais os custos para os familiares e para todo o sistema de saúde". 
Igor Macêdo
Palestrante

Igor ainda alertou que todas as mães grávidas devem realizar os exames pré-natais, procurando avaliar a condição óssea do bebê.

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Diagnóstico precoce da condição

O neurocirurgião pediátrico Eduardo Jucá explicou que o diagnóstico é feito nos primeiros meses de vida, em geral, quando os médicos ou familiares percebem uma alteração no formato do crânio da criança. "Ela é submetida a exames complementares, como o ultrassom ou tomografia do crânio, que confirma o fechamento da sutura", disse. 

"É possível, em alguns casos, detectar já na gestação por meio do ultrassom gestacional, mas não é fácil e geralmente não é assim que ocorre. Geralmente, o diagnóstico é feito depois do tratamento mesmo".
Eduardo Jucá
Neurocirurgião pediátrico

Com isso, a criança pode apresentar alteração na estrutura do crânio, ter prejuízo à expansão cerebral e registrar atrasos no desenvolvimento neurológico. Apesar dos riscos da doença, existe tratamento cirúrgico. 

Na cirurgia, o médico abre as suturas fechadas e realizam o remodelamento craniano. "Esse tratamento precisa ser feito na época certa, nos primeiros meses de vida, para que se obtenha os melhores resultados", detalhou.

 

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