Morre pesquisador Hilário Ferreira, referência do movimento negro no Ceará
Historiador e ativista dedicou a vida à pesquisa sobre escravidão, resistência negra e combate ao racismo.
Morreu o pesquisador e professor Hilário Ferreira, um dos principais nomes do movimento negro no Ceará, aos 61 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria da Cultura do Ceará na manhã deste sábado (9).
O sociólogo atuava como professor universitário, sendo doutorando em História Social na Universidade Federal do Ceará e pesquisador da história e da cultura negra do Estado.
O velório será realizado na Funerária do Cemitério Parque da Paz, em Fortaleza, a partir das 13 horas. O enterro está marcado para ocorrer no mesmo local, às 16h30.
Ele foi fundador do Grupo de União e Consciência Negra (GRUCON), criado em 1982, responsável por fomentar debates sobre racismo, escravidão e abolição. Em 2005, defendeu sua dissertação em História sobre o tráfico interprovincial no Ceará.
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Hilário ainda atuou na formação de gerações de estudantes, pesquisadores e militantes, fortalecendo a consciência racial e os movimentos de combate ao racismo no Ceará.
No Diário do Nordeste, Hilário contribuiu para diversas reportagens sobre o tema, como matérias acerca do racismo na língua portuguesa e da celebração da ancestralidade negra.
Homenagens nas redes sociais
Em homenagem publicada no Instagram, a antropóloga Izabel Accioly destacou o legado político, intelectual e humano deixado pelo pesquisador. "Hilário dedicou sua vida à luta contra o apagamento da presença negra na história do Ceará", escreveu.
O historiador e professor Airton de Farias também lamentou a morte de Hilário nas redes sociais. Em publicação no Instagram, destacou a importância do pesquisador para a historiografia cearense e para o movimento negro no estado.
“Uma enorme perda pra comunidade de Historiadores e pra sociedade cearense. Hilário era um dos principais Historiadores da escravidão no Ceará e militante histórico do movimento negro no estado”, escreveu.
Na homenagem, Airton de Farias ainda desejou que “Olorum o receba e o mantenha na luz”.