IA como tutor virtual: ferramentas e dicas para potencializar seus estudos para o Enem 2025

Professor explica como a inteligência artificial pode ajudar na organização, revisão e foco dos candidatos sem substituir o esforço humano.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Ferramentas de inteligência virtual podem funcionar como um tutor virtual personalizado. Na imagem, mulher de pele negra, usando fone azul, está diante de notebook digitando e sorrindo.
Legenda: Ferramentas de inteligência virtual podem funcionar como um tutor virtual personalizado.
Foto: Dmytro Zinkevych/Shutterstock

Com o avanço da tecnologia, a inteligência artificial (IA) se tornou uma aliada poderosa para estudantes que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo Bruno Maia, professor das turmas de pré-vestibular e dos cursos preparatórios para o IME e o ITA do colégio Ari de Sá, a IA pode funcionar como um tutor virtual personalizado, capaz de adaptar o estudo às necessidades individuais de cada aluno.

“Ela identifica padrões de erro, ajusta o nível das explicações e oferece exemplos sob medida. É como ter um professor 24h disponível, que sabe exatamente quais pontos você precisa revisar e qual é o seu melhor formato de aprendizado”, explica.

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Plataformas de IA

Bruno destaca que há diversas plataformas de IA que tornam o estudo mais dinâmico e eficiente. “Hoje temos três frentes poderosas: ChatGPT e Gemini para resumos, explicações e simulações de questões; Quizlet e Anki com IA para revisar de forma ativa e inteligente; e Perplexity e Notion AI para organização de estudos e geração de mapas mentais. Essas ferramentas transformam o estudo passivo em um processo interativo e personalizado”.

De acordo com o professor, o uso dessas tecnologias ajuda o estudante a otimizar o tempo e personalizar a rotina de estudos, tornando o aprendizado mais estratégico.

Diagnóstico inteligente e plano de estudos sob medida

Outra vantagem da inteligência artificial é a capacidade de analisar o desempenho do aluno. “A IA analisa o que o aluno acerta, erra e quanto tempo leva em cada tema, e monta um plano de estudos dinâmico. Ela redistribui o tempo, prioriza conteúdos de maior dificuldade e cria uma rotina de revisão inteligente, semelhante à lógica de um personal trainer acadêmico”, afirma Bruno Maia.

Essa abordagem permite que o estudante direcione seus esforços para as áreas em que mais precisa evoluir, economizando tempo e ampliando o foco.

Equilíbrio entre tecnologia e esforço humano

Apesar dos benefícios, o professor alerta para o perigo de depender demais da tecnologia. “O risco é o excesso de passividade, deixar que a IA pense pelo aluno. O equilíbrio vem quando a IA é usada como ferramenta, não como muleta. O estudante deve produzir, resolver, escrever e questionar. A tecnologia deve guiar o raciocínio, não substituir o esforço cognitivo”.

É importante salientar que a IA é mais eficaz quando combinada a métodos tradicionais, como leitura ativa, resolução de provas anteriores e revisões escritas à mão, práticas que reforçam a memória e o raciocínio crítico.

Além de facilitar o aprendizado, a IA também pode ajudar na gestão emocional e organizacional dos candidatos. “A IA reduz a sobrecarga mental: organiza tarefas, cria cronogramas realistas e lembra o aluno de revisar o conteúdo certo no momento ideal. Isso gera sensação de progresso, o que combate a ansiedade e aumenta a autoconfiança”, destaca.

Enem 2025

As provas objetivas e a redação do Enem serão aplicadas nos próximos dias 9 e 16 de novembro, em quase todo o País, com exceção das cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde os exames acontecerão em 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da COP30.

No primeiro dia, além da redação, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, e ciências humanas e suas tecnologias. No segundo dia, os participantes farão as provas de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. São 45 questões por área.

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, sendo utilizado nos processos seletivos do Sisu, Prouni e Fies. 

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