Halo solar é visto no céu de Fortaleza e do interior do CE; entenda fenômeno

“Arco-íris” circular foi registrado nesta quinta-feira (15).

Escrito por Theyse Viana theyse.viana@svm.com.br
15 de Janeiro de 2026 - 11:43
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Legenda: Apesar de parecido, halo solar é fenômeno mais incomum do que arco-íris.
Foto: Thiago Gadelha.

Quem olhou o céu de Fortaleza na manhã desta quinta-feira (15), por volta das 10h50, presenciou um espetáculo de cores além do azul: um “arco-íris” em formato circular ao redor do sol.

O fenômeno, denominado oficialmente como “halo solar”, também foi registrado ontem (14), na mesma faixa de horário, no município cearense de Monsenhor Tabosa, no Sertão dos Crateús. 

Halo solar registrado no município de Monsenhor Tabosa, no Ceará, na última quarta-feira (14).
Legenda: Halo solar registrado no município de Monsenhor Tabosa, no Ceará, na última quarta-feira (14).
Foto: Carol Melo/SVM.

Apesar de ser similar aos típicos arco-íris de dias chuvosos, o anel multicolorido que se forma em torno do sol exige uma série de fatores para se desenhar – sendo, assim, incomum.

O halo solar é definido como um fenômeno óptico que resulta da interação entre a luz do sol e cristais de gelo suspensos em nuvens na atmosfera, localizadas de 5 a 10 km de altura – ou ultrapassando esse nível, como explica Lucas Fumagalli, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

“Esses cristais de gelo possuem formas e orientações específicas que fazem com que a luz seja refratada e refletida, separando-se em cores de maneira semelhante ao arco-íris”, descreve o pesquisador.

Halo solar no bairro Dionísio Tores, em Fortaleza.
Legenda: Halo solar no bairro Dionísio Tores, em Fortaleza.
Foto: Fabiane de Paula.

Halo solar registrado no Centro de Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (15).
Legenda: Halo solar registrado no Centro de Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (15).
Foto: Arquivo pessoal/Valdomiro Rebouças.

A presença do halo normalmente indica umidade nas camadas mais altas da troposfera, como complementa Lucas. “Além do Sol, esse efeito também pode ser observado ao redor da Lua, especialmente em noites claras com nuvens altas e finas”, situa.

Embora seja, de fato, um espetáculo da natureza, é preciso cautela: não é recomendado olhar diretamente para o sol, sob risco de queimar a retina, prejudicando a visão.

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