Dia do Trabalhador tem ato na Beira Mar de Fortaleza cobrando fim da escala 6x1

Mobilização no Espigão da Rui Barbosa reuniu centrais sindicais e movimentos sociais em defesa da redução de jornada e com pautas que incluem o combate ao feminicídio.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Grupo de pessoas com bandeiras segura uma faixa escrito:Pela redução da jornada de trabaho e o fim da escala 6x1.
Legenda: Lideranças sindicais e população tomaram a Avenida Beira Mar para protestar por melhores condições de trabalho.
Foto: Tarcísio Aquino/CUT-CE

Sindicatos e movimentos realizam ato em Fortaleza nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. A concentração de milhares de pessoas, segundo a organização, ocorreu no Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema. O grupo pede o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho.

Sob o lema da valorização do trabalho, o ato na capital cearense começou por volta das 15h. Organizado pela Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT Ceará), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB),  Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Intersindical e outros movimentos sociais, a mobilização percorreu a Beira Mar, em direção ao Mercados Peixes.

Além da pauta econômica central, os manifestantes cearenses destacaram temas como o combate à precarização, a defesa da tarifa zero no transporte público e o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres. De acordo com Claudinha Silva, secretária de Mulheres da CUT-CE, não há justiça social sem enfrentar a violência que atinge as trabalhadoras brasileiras.

Mulher de óculos escuro segura cartaz com as frases: No Ceará, 62% das mulheres ganham até um salário mínimo. A maioria, negras!
Legenda: Direitos para as mulheres trabalhadoras e luta contra a violência e feminicídio também foram bandeira do ato.
Foto: Tarcísio Aquino/CUT-CE

O presidente da CUT Ceará, Wil Pereira, reforçou que a pauta da redução da jornada conta com amplo respaldo social, citando dados do Datafolha que mostram a maioria da população favorável à medida.

“Estamos falando de garantir mais qualidade de vida, mais tempo para a família e para o descanso, sem abrir mão de direitos”, afirmou o dirigente.

Jovem segura cartaz preto com a frase
Legenda: Maioria dos ativistas se manifestou contra a escala 6x1.
Foto: Tarcísio Aquino/CUT-CE

Mobilizações pelo Brasil: pressão no Congresso e atos em diversas capitais

As manifestações não se restringiram ao Ceará, ocorrendo em todas as regiões do país com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da PEC da redução da jornada e do projeto de lei que trata do fim da escala 6x1.

São Paulo: Em São Bernardo do Campo, o ato no Paço Municipal contou com shows de artistas como Gloria Groove e a presença de ministros como Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral). Na capital paulista, houve atos na Praça Roosevelt e na Liberdade, enquanto a Avenida Paulista foi palco de manifestações da direita em defesa de pautas políticas e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Brasília: Os manifestantes se reuniram no Eixão Sul, focando na valorização sindical e na redução da jornada.

Rio de Janeiro: O ato ocorreu em Copacabana, reforçando a agenda nacional de direitos trabalhistas.

Outras capitais: Cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Belém também registraram mobilizações significativas desde o turno da manhã.

O cenário político deste 1º de Maio é marcado pela recente derrubada, pelo Congresso, do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro, tema que também ecoou em alguns dos atos realizados pelo país.

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