Dia do Trabalhador tem ato na Beira Mar de Fortaleza cobrando fim da escala 6x1
Mobilização no Espigão da Rui Barbosa reuniu centrais sindicais e movimentos sociais em defesa da redução de jornada e com pautas que incluem o combate ao feminicídio.
Sindicatos e movimentos realizam ato em Fortaleza nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. A concentração de milhares de pessoas, segundo a organização, ocorreu no Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema. O grupo pede o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho.
Sob o lema da valorização do trabalho, o ato na capital cearense começou por volta das 15h. Organizado pela Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT Ceará), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Intersindical e outros movimentos sociais, a mobilização percorreu a Beira Mar, em direção ao Mercados Peixes.
Além da pauta econômica central, os manifestantes cearenses destacaram temas como o combate à precarização, a defesa da tarifa zero no transporte público e o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres. De acordo com Claudinha Silva, secretária de Mulheres da CUT-CE, não há justiça social sem enfrentar a violência que atinge as trabalhadoras brasileiras.
O presidente da CUT Ceará, Wil Pereira, reforçou que a pauta da redução da jornada conta com amplo respaldo social, citando dados do Datafolha que mostram a maioria da população favorável à medida.
“Estamos falando de garantir mais qualidade de vida, mais tempo para a família e para o descanso, sem abrir mão de direitos”, afirmou o dirigente.
Mobilizações pelo Brasil: pressão no Congresso e atos em diversas capitais
As manifestações não se restringiram ao Ceará, ocorrendo em todas as regiões do país com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da PEC da redução da jornada e do projeto de lei que trata do fim da escala 6x1.
São Paulo: Em São Bernardo do Campo, o ato no Paço Municipal contou com shows de artistas como Gloria Groove e a presença de ministros como Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral). Na capital paulista, houve atos na Praça Roosevelt e na Liberdade, enquanto a Avenida Paulista foi palco de manifestações da direita em defesa de pautas políticas e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Brasília: Os manifestantes se reuniram no Eixão Sul, focando na valorização sindical e na redução da jornada.
Rio de Janeiro: O ato ocorreu em Copacabana, reforçando a agenda nacional de direitos trabalhistas.
Outras capitais: Cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Belém também registraram mobilizações significativas desde o turno da manhã.
O cenário político deste 1º de Maio é marcado pela recente derrubada, pelo Congresso, do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro, tema que também ecoou em alguns dos atos realizados pelo país.