Criança é paciente mais grave de acidente com romeiros que sairam do Ceará para Alagoas

Dinâmica de fatos indica projeção de passageiros para fora do ônibus devido à violência do impacto, dizem bombeiros.

Escrito por
João Lima Neto joao.lima@svm.com.br
(Atualizado às 14:53)

Uma criança de nove anos é o paciente em estado mais grave entre as vítimas do acidente com um ônibus de romeiros ocorrido em Alagoas.

Segundo as equipes de resgate, a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE), precisou ser intubada e passou por drenagem torácica, sendo transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. As informações foram divulgadas pelas forças de segurança em coletiva, na tarde desta terça-feira (3). 

O veículo, com cerca de 60 ocupantes, capotou na manhã desta terça-feira (3). O grupo saiu de Juazeiro do Norte, no Cariri, em direção a Alagoas após participar da Romaria de Nossa Senhora das Candeias.

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Conforme o coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Mac Douglas de Oliveira Lima, as demais vítimas que sobreviveram ao acidente apresentam quadros de menor gravidade e foram encaminhadas a hospitais da região.

“O que nos foi passado, a priori, é que as vítimas têm menor gravidade, logicamente aquelas que não evoluíram a óbito, e estão em hospitais de menor complexidade. A de maior complexidade foi a criança, que precisou garantir a via aérea, foi intubada, drenou o tórax e se encontra no HGE por causa de um traumatismo cranioencefálico”, afirmou o coordenador do Samu.

Ainda segundo Mac Douglas, "retirando, logicamente, as pessoas que evoluíram a óbito, infelizmente, a mais grave e mais crítica no momento é a criança de nove anos, que já recebeu toda a estrutura necessária e foi transportada para o HGE".

Projeção de passageiros e dinâmica do acidente

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), coronel Verçosa, explicou que a dinâmica do acidente indica a projeção de passageiros para fora do veículo devido à violência do impacto. “Atuamos com nossos aparelhos de desencarceramento e com apoio de veículos pesados para a retirada e remoção do ônibus”, disse.

Segundo o comandante, após a estabilização inicial da ocorrência, as equipes precisaram revirar o veículo para verificar se havia vítimas sob a estrutura. “Conforme o ônibus foi reposicionado, iniciou-se um trabalho para constatar se havia algum corpo abaixo do ônibus. Foi confirmado que havia dois corpos sob o veículo, o que exigiu a revirada completa para fazer o pente-fino, a retirada dos corpos e a liberação da cena”, relatou.

Ainda conforme o coronel Verçosa, a projeção das vítimas foi consequência direta da força do acidente. “A projeção dos corpos foi inerente à violência da saída do ônibus da pista. Trata-se de um veículo pesado, e isso tudo foi evidenciado in loco no local da ocorrência”, concluiu.

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