Morre radialista Carlos Augusto Nogueira, o 'Amigão', aos 60 anos

Comunicador tinha passagens pela Verdinha FM e TV Diário.

Escrito por
Paulo Roberto Maciel* paulo.maciel@svm.com.br
Homem sorridente usando óculos, camisa laranja, com crachá e falando ao telefone, em ambiente de escritório com parede azul ao fundo.
Legenda: Ele estava internado no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) desde outubro do ano passado.
Foto: Reprodução.

O radialista Carlos Augusto Evaristo Nogueira, conhecido como “Amigão”, morreu nessa terça-feira (17), aos 60 anos. Ele estava internado desde outubro do ano passado no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) para o tratamento de problemas renais.

Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Carlos se tornou um dos principais nomes do rádio cearense, especialmente na década de 1990. Ele era irmão do também radialista Evaristo Nogueira. .

O velório do radialista acontece nesta quarta-feira (18), às 9h30, na Sala Nobre do Alvorada Funerais, no Centro de Fortaleza. As homenagens seguem até às 12h30, quando o corpo será cremado no Parque da Saudade.

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Passagem pela TV Diário

Entre as décadas de 1990 e 2000, Carlos chegou aos lares cearenses pela Verdinha e posteriormente TV Diário no comando do "Show da Manhã". Nesse programa, "Amigão" conversava diariamente com o público, dava notícias e cedia espaço para artistas iniciantes apresentarem seus talentos.

Em determinado momento da atração, Carlos também interagia com o radialista, comentarista e colunista do Diário do Nordeste, Tom Barros. Para a reportagem, Barros relembrou esse período com carinho e saudade.

"Carlos Augusto era uma pessoa de bela voz, uma voz muito bonita, que colocava no programa dele muito do coração e caridade. Ele tinha um segmento no programa dele em que ouvia relatos de pessoas em dificuldade e depois as ajudava. Foi daí que surgiu o apelido 'Amigão'", explicou.

Barros também lembra da religiosidade do apresentador e de como ele era bastante querido pelos telespectadores. "Já vi ele pregando de casa em casa em Aquiraz, falando palavras bonitas de amor e acolhimento. Era um grande comunicador e sabia ter uma participação muito interessante com as pessoas", disse.

Registro aqui, portanto o meu pesar e saudade imensa do tempo em que trabalhamos juntos. Mas digo que, antes da doença e até mesmo depois da doença, ele soube dar o máximo da competência dele, da luta dele pelo rádio que ele amava tanto.
Tom Barros
Radialista e apresentador

Carinho do público

Quando a notícia da morte de Carlos chegou às redes sociais, muitos fãs e ouvintes do "Amigão" compartilharam mensagens carinhosas sobre o radialista.

"Fui sua ouvinte assídua durante toda a sua trajetória no rádio. Sempre gostei muito", comentou uma usuária no Facebook. "Nossa! Eu conheci ele na rádio! Que Deus recebe ele de braços abertos", disse outro perfil.

Também pelo Facebook, o jornalista Cláudio Teran lamentou a partida do colega de profissão. "Carlinhos fez parte de uma geração de novos comunicadores que contribuiu para a modernização do rádio nos anos 1980", relembrou.

"Carlinhos guardava nos olhos um brilho e esperança. Seu olhar enigmático parecia dizer: 'Vou sair dessa. Vou, sim'. O fim nesta terça-feira encerra uma existência marcada por guinadas e viradas. E dores indizíveis. Calou-se a voz que levava esperança para quem o ouvia no rádio", encerrou Teran.

*Estagiário sob supervisão da jornalista Lorena Cardoso

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