Caramelo Costelinha, que foi resgatado nas ruas de Fortaleza, chega à Suíça
Após seis meses de trâmites, o cão que vivia nas ruas do bairro Jóquei Clube agora vive com nova família em Zurique.
A adoção do cachorro Costelinha, de 3 anos, teve um novo capítulo. Após seis meses de espera, o caramelo deixou a capital cearense para se juntar à nova família do outro lado do Atlântico, em Zurique, na Suíça, nesta quarta-feira (8). O cão foi adotado por Prisnayni Marthaler, de 34 anos, que mora no país há 17 anos. O processo, que envolveu chipagem, vacinas, castração e autorizações, durou seis meses e custou pouco mais de R$ 6 mil.
Costelinha embarcou na terça-feira (7), às 9h30, do Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, acompanhado da avó Maria Ângela, de 64 anos, e chegou na quarta-feira (8), às 12h30, em Zurique. Segundo a tutora, que já havia vindo ao Brasil no fim de janeiro deste ano para visitar o animal, o cachorro a reconheceu logo quando chegou ao aeroportou e a ouviu cantando ‘Tilulilu Baby’.
Ela relata ainda que Costelinha não quis usar uma jaqueta de inverno, mas já está bem adaptado à primavera suíça. O cachorro agora divide espaço com outros dois cães: Skaye, de 4 anos, e Jonnie, de 6. Prisnayni finaliza dizendo que está feliz com todo o processo e que carrega “um sentimento de missão cumprida por tê-lo aqui em casa”.
DAS BUSCAS À ADOÇÃO
As buscas por Costelinha começaram quando os voluntários do projeto Vira-latas do Bem, que realizam o trabalho de alimentar animais em situação de rua, sentiram a falta dele. O cachorro costumava ficar próximo a uma farmácia no bairro Jóquei Clube, em Fortaleza. A estilista Chrystyany Lima relata que comentava com outros voluntários que estava preocupada, pois não via o animal há alguns dias.
“Comecei a divulgar o Costelinha nas redes sociais em busca de notícias. Caso tivesse sido adotado, tudo bem. Se não, queria trazê-lo de volta, porque aqui ele tinha alimentação e medicação”, afirma a estilista.
Veja também
Enquanto as buscas aconteciam, Prisnayni acompanhava tudo pelas redes sociais. Após 30 dias desaparecido, os voluntários receberam a informação de que havia um cachorro parecido com ele a 13 km de onde costumava ficar. “Fomos atrás do caramelo na Beira-Mar, confirmamos que era ele e o trouxemos de volta para o bairro”, explica Chrystyany.
Alguns dias depois, Prisnayni entrou em contato com o projeto. “Ela perguntou onde ele estava. Dissemos que ainda estava na rua, em um ponto onde ficava com outros cães. Então ela falou que iria adotá-lo. Nesse dia, tiramos ele da rua”, relata Chrystyany.
A partir disso, Prisnayni, junto com a equipe de voluntários, iniciou os trâmites necessários para o embarque.