Ministério da Saúde inclui CoronaVac para crianças entre 6 a 17 anos no Plano Nacional de Vacinação

Secretário-executivo do MS, Rodrigo Cruz, detalha que estados já concentram 3 milhões de doses disponíveis

Legenda: Ainda não está definido o total de doses que o governo pretende comprar do Instituto Butantan
Foto: Camila Lima

O Ministério da Saúde anunciou oficialmente, nesta sexta-feira (21), a inclusão da CoronaVac para vacinação de crianças entre 6 a 17 anos no Plano Nacional de Vacinação. Durante coletiva, o secretário-executivo Rodrigo Cruz detalhou que cerca de 3 milhões de doses já distribuídas, conforme levantamento prévio, podem ser usadas.

No entanto, ainda aguarda informações mais precisas dos estados para poder determinar a quantidade atualmente disponível. Além dessas, o Ministério aponta que, em seus centros de armazenamento, outras 6 milhões de doses estão em estoque para utilização. 

Como o levantamento oficial nos estados ainda não foi realizado, Cruz explica que o Governo aguarda os dados para definir o total de doses que pretende comprar do Instituto Butantan, responsável pela produção do imunizante CoronaVac. Mas, conforme o g1, o Instituto Butantan já declarou que pretende fornecer 7 milhões de doses ao Governo Federal.

No momento, o secretário apontou que ao menos 12 estados que não têm doses disponíveis devem receber, a partir de segunda-feira (24) uma primeira remessa para que iniciem a vacinação com a CoronaVac. Dentre alguns citados estão Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pernambuco.

SEGURANÇA DA VACINA

Considerando as incertezas que podem surgir em relação a eficácia da vacina, assim como o movimento das pessoas que desejam escolher a vacina, Rodrigo aponta que tanto o imunizante pediátrico da Pfizer quanto da Coronavac são seguros. 

"Uma vez aprovada pela agência reguladora, o ministério passa a mensagem de segurança dos dois imunizantes". 
Rodrigo Cruz
Secretário-executivo

Essa garantia ocorre no cenário em que um grupo de brasileiros que fazem um movimento para tentar escolher qual “marca” receber. Por conta dessa atitude, a internet “sommeliers de vacina”, o que pode contribuir no atraso da imunização coletiva.

 

 

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