Quem é Marco Buzzi, ministro do STJ acusado de assédio
Marco Buzzi foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff em 2011.
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, conhecido como Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está sendo acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos. O caso foi registrado em janeiro deste ano.
Segundo denuncia obtida pelo portal Metrópoles, a ação teria sido cometida contra a filha de um casal de amigos do magistrado, quando passam férias em sua residência, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
Marco Buzzi, de acordo com o relato da jovem, teria tentado a agarrar dentro da água, enquanto estava excitado. A denunciante disse ter entrado em desespero e procurado os pais, que foram a uma delegacia registrar o caso.
Por ter foro privilegiado, a denúncia contra o magistrado foi encaminhada para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o Metrópoles, a denúncia foi formalizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nessa terça-feira (3).
Em nota, o magistrado disse estar surpreendido com as acusações.
“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, declarou Marco Buzzi.
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QUEM É MARCO BUZZI
Nascido em 4 de fevereiro de 1958, em Timbó, Santa Catarina, integra o Supremo Tribunal de Justiça desde 2011, quando foi nomeado ao lado de Marco Aurélio Bellizze pela presidente Dilma Rousseff.
No STJ, Marco Buzzi é também presidente da Comissão de Coordenação, membro do Conselho da Justiça Federal e presidente da Turma Nacional de Uniformização.
Ingressou na magistratura em 1982. No ano em que foi nomeado, era integrante do Comitê Executivo do Movimento pela Conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e presidente do Comitê Especial para Implementação do Manual dos Juizados Especiais junto ao CNJ.
Ocupou a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Paulo Medina e passou a compor a Quarta Turma e a Segunda Seção do STJ, especializadas em Direito Privado.