Eduardo Bolsonaro é afastado do cargo de escrivão da PF
Medida deve seguir até que seja apresentada a decisão sobre sua permanência.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi afastado pela Corregedoria Regional da Polícia Federal do Rio de Janeiro do seu cargo de escrivão da Delegacia da Polícia Federal de Angra dos Reis. A informação foi confirmada pelo g1, nesta quinta-feira (26).
O afastamento foi motivado pelas inúmeras faltas sem justificativa. O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, quando deixou o Brasil alegando perseguição da Justiça.
A medida é provisória e deve seguir até que seja apresentada a decisão sobre sua permanência, que constará no final do Processo Administrativo Disciplinar. A ação foi protocolada no dia 27 de janeiro deste ano.
No início do mesmo mês, a PF havia determinado o “retorno imediato” do ex-deputado federal ao cargo de escrivão da corporação, carreira da qual estava afastado para exercer o mandato de parlamentar.
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MANDATO CASSADO
Deputado federal pelo estado de São Paulo, Eduardo teve o mandato cassado no dia 18 de dezembro por não comparecer às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
Como não ocupa mais a cadeira da Câmara dos Deputados, Eduardo precisa retornar aos quadros da Polícia Federal.
No ato declaratório do dia 2 de janeiro, a PF determinou “a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”.
Assinada pelo diretor de Gestão de Pessoas da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto, a resolução cita a demanda de "retorno imediato ao exercício do cargo efetivo em sua lotação de origem (...) para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional".
FORAGIDO NOS EUA
Em março de 2025, Eduardo Bolsonaro foi para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar, alegando perseguição política. O afastamento terminou oficialmente em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas em sessões plenárias.
A cassação de Eduardo foi confirmada pela Mesa Diretora da Câmara em 18 de dezembro, com base em uma regra da Constituição que proíbe deputados e senadores de faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas do ano. De 78 sessões em 2025, Eduardo faltou 63, o equivalente a quase 81% do total.
Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil. Segundo a acusação, o objetivo seria pressionar e intimidar o Supremo às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.