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Condenado pelo caso Marielle, Domingos Brazão recebeu mais de R$ 3,5 milhões desde o crime

Pagamentos vinham do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) mesmo após ele ser preso.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:10)
Homem sério em uma coletiva de imprensa, vestido com terno e gravata amarelo, falando em microfone em ambiente formal.
Legenda: Segundo as investigações, a morte de Marielle estaria relacionado a conflitos de interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão.
Foto: Alerj/Divulgação.

Domingos Brazão, condenado junto do irmão, Chiquinho Brazão, pela morte da ex-vereadora Marielle Franco, nessa quinta-feira (25), recebeu mais de R$ 3,5 milhões do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) desde o crime, em 2018.

Os dados foram coletados pelo jornal O Globo a partir de informações disponíveis no Portal da Transparência do TCE. A quantia milionária está dividida entre salário, benefícios e adicionais sobre o tempo de serviço.

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Brazão recebeu milhões enquanto estava preso

Apesar de estar preso desde março de 2024, Brazão continuou a receber a remuneração de conselheiro, chamada de subsídio, referente a R$ 41.845,98 mensais.

Os triênios, um adicional por tempo de serviço, também passaram a ser pagos a Brazão em junho de 2025, quando ele já estava em restrição. O valor acumulado é de aproximadamente R$ 8.369,10.

O ex-conselheiro ainda recebia alguns benefícios, como um auxílio-educação mensal fixado em R$ 1.747,42, por ter uma filha em idade escolar. Essa verba é repassada a dependentes de servidores e membros da corte até os 24 anos de idade.

Além disso, Brazão recebe um auxílio saúde no valor de R$ 2.471,18 para desembolsos com planos médico e odontológico.

Vale lembrar que, antes do crime, em 2017, o ex-conselheiro estava afastado do cargo devido a uma investigação da Polícia Federal que mirou um esquema de propina envolvendo membros do TCE-RJ. Estima-se que até 20% dos contratos com órgãos públicos para autoridades públicas foram desviados.

Irmãos Brazão foram os mandantes do crime

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de fazer os disparos de arma de fogo contra Marielle e Anderson, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa foram os mandantes do crime.

O ex-chefe da PC teria sido responsável pelos preparativos para a execução do assassinato. Já Ronald é acusado de monitorar a rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo. Robson Calixto, por sua vez, teria entregue a arma utilizada no crime para Ronnie.

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