Em ‘rodízio’ no PL, Alcides Fernandes sairá de licença da Alece e Pedro Matos fica por mais 120 dias
Retorno de Dra. Silvana motivará nova troca de cadeiras na Assembleia Legislativa do Ceará
O deputado estadual Alcides Fernandes (PL) sairá de licença da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) para tratar de assuntos particulares, por 120 dias. Com isso, o suplente Pedro Matos (Avante) vai garantir mais quatro meses na Casa.
O “rodízio” no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorre em meio ao retorno de Dra. Silvana (PL), que havia tirado licença de saúde em junho, por 120 dias, motivada pelo quadro de fibromialgia — provocando a convocação de Matos. A parlamentar retorna ao exercício do mandato nesta quarta-feira (22).
A licença do pai de André Fernandes (PL) está programada para iniciar no mesmo dia do retorno de Silvana, conforme apurou o PontoPoder. A solicitação está na pauta do expediente da Assembleia desta terça-feira (21), procedimento que confirma o requerimento.
Em retorno ao PontoPoder, a assessoria de Alcides confirmou o afastamento e relatou apenas que o parlamentar entrará de licença “para resolver assuntos pessoais”.
A partir do licenciamento de Alcides, Pedro Matos é novamente convocado. Vereador de Fortaleza, o parlamentar está no Avante atualmente, mas concorreu a deputado estadual pelo PL em 2022, ficando na 1ª suplência do partido na Alece.
Na licença de “interesse particular”, o salário e outros benefícios do cargo são pagos somente para quem estiver em exercício, ou seja, ao suplente que for convocado para o período de ausência do titular.
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DE OLHO NO SENADO
A licença de Alcides Fernandes ocorre em meio ao cenário no qual o parlamentar é pré-candidato ao Senado pelo PL. A postulação dele havia sido lançada pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em março de 2025.
Em paralelo, a vereadora de Fortaleza, Priscila Costa (PL), foi anunciada como pré-candidata ao Senado em setembro. O lançamento recebeu a chancela de Michelle Bolsonaro, e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Nos bastidores, conversas internas dão conta que a candidatura de Priscila incomoda o grupo de Alcides, já que tem potencial para dividir votos da direita na disputa pelas duas cadeiras do Senado.
Interlocutores estariam tentando fazer com que a parlamentar reavalie a postulação, ao mesmo tempo que alegam que ela própria está tentando seguir na disputa em interlocução com a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).