Usina de dessalinização: por R$ 118 mi, consórcio Águas de Fortaleza é habilitado

Resultado ainda cabe recurso. Vencedor da licitação vai construir e operar a planta de dessalinização da RMF

Usina de dessalinização
Legenda: Usina deve ser instalada na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Foto: Talles Freitas

O Consórcio Águas de Fortaleza, liderado pela empresa cearense Marquise, apresentou a proposta de menor valor e, por R$ 118 milhões, foi declarado habilitado no processo licitatório para construção, operação e manutenção da Usina de Dessalinização do Ceará. No entanto, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) esclarece, por meio de nota, que cabem recursos até o próximo dia 16, de forma que a participante ainda não pode ser considerada vencedora da seleção.

"A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que o Consórcio Águas de Fortaleza foi declarado habilitado no processo relativo à licitação da concessão dos serviços que compreendem elaboração de projetos, construção, operação e manutenção de Planta de Dessalinização de Água Marinha na Região Metropolitana de Fortaleza com capacidade de 1m³/s. A companhia informa ainda que até o dia 16/02, o processo encontra-se em prazo recursal", diz o texto.

Em comunicado, o diretor da Marquise, Renan Carvalho, comemora a nova etapa concluída. “Estamos satisfeitos com o resultado e por participar de um projeto dessa grandeza e relevância, tanto no sentido do pioneirismo, visto que será a maior planta do Brasil em capacidade de produção de água dessalinizada, como em relação à questão social – assegurar água para pessoas, promovendo saúde e dignidade em uma região que sofre historicamente com desequilíbrio hídrico".

"Vamos empregar toda nossa capacidade técnica e operacional, além de tecnologias inovadoras que já são utilizadas em países como Japão, Israel e Austrália”, acrescenta Carvalho.

Etapas

O consórcio, também composto pela PB Construções e Abegoa Água, já havia sido anunciado como vencedor da fase de proposta comercial pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) no início de janeiro.

À época, a estatal ressaltou que não significava, no entanto, que a participante havia vencido a seleção, uma vez que os documentos de habilitação do consórcio ainda seriam analisados pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e pela própria Cagece.

Ao todo, quatro interessados participaram do processo.

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