Mais cearenses compram Bitcoin após forte desvalorização da criptomoeda

Criptomoeda mais famosa do planeta registrou sua maior desvalorização diária desde 2022.

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
Foto: Shutterstock

Em meio à intensa perda de valor do Bitcoin, investidores do Ceará aceleraram as compras do ativo digital. Na primeira semana de fevereiro, o número de cearenses que compraram bitcoin foi 196% maior que o volume de vendedores. Os dados são da plataforma Mercado Bitcoin (MB).

Na quinta-feira (5 de fevereiro), a criptomoeda mais famosa do planeta registrou sua maior desvalorização diária desde 2022. A retração supera a faixa dos 50% ante a máxima histórica de US$ 126 mil. A moeda gira hoje na casa dos US$ 60 mil.

Por que o preço despencou

Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin, afirma que a recente volatilidade da moeda não é aleatória. Segundo ele, a combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos aumenta os riscos imediatos.

A tensão crescente entre Estados Unidos e Irã, somada a indicadores de crescimento econômico mais fraco em algumas regiões, volatilidade cambial e instabilidade política, reforça a cautela entre investidores institucionais e de varejo.

Nessas condições, o mercado tende a se mover com mais intensidade, e ativos alternativos, como criptomoedas, podem apresentar oscilações mais acentuadas.

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Impacto da política monetária americana

A expectativa de juros altos por mais tempo nos EUA fortalece o dólar e limita a liquidez para investimentos mais voláteis, como Bitcoin e outros ativos tradicionais. Enquanto não surgirem sinais claros de alívio, o cenário deve manter os mercados sob pressão, reduzir a entrada de capital em ativos de maior risco e aumentar a atratividade de aplicações consideradas mais seguras, como títulos atrelados à taxa de juros.

ETFs aceleram a queda do Bitcoin

Os ETFs de Bitcoin são fundos de investimento negociados na bolsa que permitem aplicar no ativo sem comprar a moeda diretamente. Na última semana, esses fundos registraram uma forte saída de dinheiro, em torno de US$ 318 milhões, um dos maiores volumes já vistos, o que ajudou a puxar o preço do Bitcoin para baixo.

Quando muitos investidores, sejam eles pessoas físicas ou institucionais, retiram recursos desses fundos, mais Bitcoins acabam sendo vendidos no mercado, aumentando a oferta e pressionando os preços.

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