​Ceará registra a menor taxa de desemprego da história com 3,7 milhões de ocupados

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo IBGE.

Escrito por
Redação e Agência Brasil producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 22:01)
Imagem de trabalhador colocando carteira de trabalho no bolso.
Legenda: Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado.
Foto: Kid Junior/SVM

​A taxa média de desemprego no Ceará fechou o ano de 2025 em 6,5%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo IBGE.

O Ceará não está sozinho. O Brasil encerrou o ano com desocupação de 5,6% e outras 19 unidades da federação também atingiram seus níveis mínimos de desemprego.

Gráfico mostra os últimos percentuais das taxas do Ceará.
Legenda: Acompanhe as taxas do CE nos últimos anos.
Foto: Reprodução IBGE.

​A pesquisa monitora o mercado de trabalho para pessoas acima de 14 anos, considerando todas as formas de ocupação, incluindo emprego com carteira assinada e trabalho por conta própria.

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Pelos critérios do IBGE é considerada desocupada apenas a pessoa que buscou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados, que abrange 211 mil domicílios em todo o País.

3,7 milhões de pessoas ocupadas no CE

​No recorte do quarto trimestre de 2025, o Ceará apresentou um índice de 5,0%, recuo de 1,5 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre anterior e de 1,6 p.p. em relação ao mesmo período de 2024. 

No quarto trimestre de 2025, a população ocupada no Estado foi estimada em 3,756 milhões de pessoas, um crescimento de 3,3% (119 mil novos postos) em um ano, embora tenha permanecido estável na comparação imediata com o terceiro trimestre, de acordo com o IBGE.

A população ocupada do Ceará em números:

  • ​Carteira assinada: 1,035 milhão de pessoas (27,5% do total);
  • ​Conta própria: 1,051 milhão de trabalhadores (28,0% do total);
  • ​Informais e outros: 1,670 milhão de ocupados (44,5% do total).

O que os números mostram sobre a qualidade do emprego?

​Quanto à qualidade do emprego, o percentual de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cearense foi de 59,4%, totalizando 1,035 milhão de pessoas. 

Esse contingente não apresentou variação em relação ao ano anterior, indicando estabilidade na formalização. 

Já o grupo de profissionais que atuam por conta própria representa 28% da população ocupada do Estado.

​A informalidade, contudo, segue sendo um problema, atingindo 50,7% dos trabalhadores cearenses.

196 mil ainda sem emprego 

Por outro lado, o número absoluto de desocupados caiu para 196 mil pessoas, uma redução de 22,7% em um ano. 

Tanto no confronto anual quanto no trimestral, houve queda real no contingente de pessoas em busca de trabalho, com 61 mil pessoas deixando a fila do desemprego no último trimestre.

​O rendimento médio real mensal do trabalhador cearense foi de R$ 2.429.

O valor permaneceu estável, sem variações significativas tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período de 2024. 

Ranking do Brasil

As unidades da federação (UF) que alcançaram a taxa mínima de desemprego foram:

  1. Mato Grosso: 2,2%
  2. Santa Catarina: 2,3%
  3. Mato Grosso do Sul: 3%
  4. Espírito Santo: 3,3%
  5. Paraná: 3,6%
  6. Rio Grande do Sul: 4%
  7. Minas Gerais: 4,6%
  8. Goiás: 4,6%
  9. Tocantins: 4,7%
  10. São Paulo: 5%
  11. Paraíba: 6%
  12. Ceará: 6,5%
  13. Pará: 6,8%
  14. Maranhão: 6,8%
  15. Distrito Federal: 7,5%
  16. Amapá: 7,9%
  17. Sergipe: 7,9%
  18. Rio Grande do Norte: 8,1%
  19. Amazonas: 8,4%
  20. Bahia: 8,7%.

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