Shoppings de Fortaleza devem restringir fluxo a 30% da capacidade

Empreendimentos têm dois dias para apresentar à Secretaria da Saúde protocolo de funcionamento com medidas de segurança

Escrito por Redação,

Negócios
Legenda: No Shopping Iguatemi, espaços passam a contar com sinalização para evitar que as pessoas fiquem próximas umas das outras
Foto: Helene Santos

Fortaleza entra nesta segunda-feira (8) na fase 1 do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais do Estado e, com a liberação de mais uma etapa, um decreto publicado no fim da noite do último sábado (6) pelo Governo do Ceará estabelece regras para algumas operações, a exemplo das atividades em shoppings. Conforme o texto, os empreendimentos situados em Fortaleza devem restringir o fluxo de consumidores a 30% da capacidade total do local.

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Os empreendimentos também têm dois dias para submeter à Secretaria da Saúde um protocolo de funcionamento com medidas de segurança para evitar a proliferação do coronavírus, "em especial prevendo a forma de controle do quantitativo máximo de pessoas e veículos".

Além disso, o texto do decreto restringe o horário de funcionamento, que deve ser de 12h às 20h, de segunda a domingo.

Preparação

O Diário do Nordeste mostrou na última sexta-feira (5) a preparação desses empreendimentos para a fase 1 da retomada. Entre as estratégias adotadas pelos shoppings para a nova etapa está, além do uso obrigatório de máscaras, a aferição de temperatura, limitação de acesso aos espaços e redução das vagas de estacionamento.

Ontem, antes da publicação do decreto, o governador Camilo Santana confirmou que Fortaleza segue para a fase 1 da retomada das atividades. Na etapa, que será iniciada amanhã (8), está permitido o funcionamento de comércios e shoppings e serviços de contabilidade, auditoria e advocacia.

O governador ressaltou que a continuidade do avanço do plano até a sua última fase dependerá do ritmo de disseminação do coronavírus nas próximas semanas.

"Para que a gente possa avançar nas outras fases, depende muito do comportamento das empresas, mantendo o rigor dos protocolos, os cuidados de higienização, e também das pessoas, que só saiam de casa em extrema necessidade", pontuou Camilo Santana.