Seguro de carro pode ficar mais barato com novas regras; entenda

Dentre as novas regras, proprietários de veículos antigos que não optarem por contratar cobertura para furto e roubo poderão solicitar apenas o seguro para acidentes

Seguro veicular
Legenda: Segundo o Departamento Nacional de Trânsito, 84% da frota brasileira não está segurada
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) irá flexibilizar regras e critérios para ampliar o acesso aos seguros veiculares a partir do dia 1º de setembro. A medida leva em consideração os dados de 2019 do Departamento Nacional de Trânsito, que indica que 84% da frota brasileira não está segurada. 

Dentre as novas regras, proprietários de veículos antigos que não optarem por contratar cobertura para furto e roubo poderão solicitar apenas o seguro para acidentes, como colisões e incêndios, o que sairá mais barato no final.  

Outra medida possibilita que o seguro seja vinculado ao condutor, em vez do veículo. Sendo assim, todos os carros que um motorista específico dirija estarão com a garantia ativa.  

Além disso, o segurado poderá optar por ser reembolsado com a metade do valor, no lugar de receber o valor total do carro em caso de problemas no carro, assim irá pagar mais barato no contrato. 

Confira as principais mudanças no seguro de automóveis

  • Cobertura de casco pode ser feita para um ou vários diferentes tipos de riscos escolhidos, seja furto, roubo, colisão ou incêndios;
  • O seguro do automóvel pode ser contratado junto com outros tipos de seguro, como residencial e empresarial;
  • Seguro poderá ser vinculado ao condutor, permitindo seu uso em veículos alugados, compartilhados, etc;
  • Passa a ser permitida a cobertura parcial do veículo;
  • Seguradoras poderão prever reparo do veículo exclusivamente em oficina de rede referenciada da seguradora;
  • Seguradoras poderão cobrar franquia em casos de indenização integral ou por incêndio, queda de raio e explosão.

Seguro liga e desliga 

A Susep permite, desde 2019, o seguro intermitente, aquele em que o cliente pode "ligar e desligar" coberturas e assistências conforme suas necessidades. Essa modalidade de contrato pode apresentar aproximadamente 44% de economia.  

Vale lembrar que não é possível desativar de forma completa o seguro por causa da necessidade de vistoria. No entanto, o cliente pode, por exemplo, interromper as assistências de guincho e chaveiro, assim como a cobertura para terceiros. 

Seguro por quilômetro rodado 

Uma outra alternativa de cobertura é o seguro por quilômetro rodado, onde o cliente paga de acordo com o uso do veículo. O valor final é calculado a partir de um valor fixo, acrescido de cobrança variável de centavos pela distância percorrida. 

Além disso, existem conveniências que podem ser somadas ao pacote básico, como assistências 24 horas, chaveiro, encanador e eletricista. 

As empresas oferecem ainda higienização interna do automóvel, em caso de alagamento no interior do veículo e oferta de carro reserva enquanto o automóvel é consertado. 

Cuidado com seguros falsos 

Com toda a diversidade de produtos, é preciso ficar atento a ofertas enganosas que não oferecem garantias reais para o veículo, a chamada proteção veicular.  

Esta modalidade não reconhece os direitos do consumidor, não paga tributos e tampouco sofre fiscalização. Por isso, neste tipo de contrato, o próprio associado assume o risco, junto aos demais associados, ao assinar um contrato de responsabilidade mútua.  

Além disso, em caso de prejuízo, é feito um rateio entre todos. Por isso, o pagamento de indenização depende do caixa da entidade. 

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