Renda fixa é investimento preferido dos cearenses, representando 40,9% das carteiras

A preferência pela renda fixa já é tradicional entre os brasileiros, mas se acentuou com a atual taxa Selic, que aumenta os rendimentos

Escrito por Redação,

Negócios
Legenda: Alguns dos principais investimentos da renda fixa são o Tesouro Direto e o CDB
Foto: Shutterstock

Os investidores cearenses têm optado por segurança e previsibilidade na hora de investir. De acordo com levantamento feito pelo Santander Brasil, a renda fixa é a categoria preferida entre os clientes do Estado, representando 40,9% das carteiras.

A porcentagem é maior do que o registrado nacionalmente. Conforme a pesquisa, a categoria representa 39% do total da carteira dos brasileiros investidores.

A preferência pela modalidade é tradicional pelos brasileiros, que costumam evitar riscos na hora de investir. Mas, com a Selic a 13,75%, a rentabilidade da renda fixa se tornou atrativa até mesmo para os investidores mais arrojados.

De julho de 2021 a março deste ano, a parcela investida nesta modalidade por clientes moradores do Ceará cresceu de 38,48% para 40,9%, mesmo período em que a Selic saltou de 4,25% para 12,75%. 

“A renda fixa sempre teve um protagonismo grande entre os brasileiros e, com os dois dígitos na taxa de juros, isso fica ainda mais evidente. Esse aumento na modalidade também mostra um apetite menor ao risco em um ano bastante desafiador para os investimentos”, destaca a superintendente executiva de Investimentos do Santander Brasil, Luciane Effting.

Investimentos da renda fixa

A caderneta de poupança é a aplicação mais conhecida entre os brasileiros, mas ela não foi considerada no levantamento do Santander. São considerados investimentos em renda fixa os seguintes:

  • Certificados de Depósitos Bancários (CDB)
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
  • Títulos públicos do Tesouro Direto (Tesouro Selic, Tesouro IPCA e Tesouro Pré-fixado).

Busca pela segurança

Os investidores cearenses também apostaram na previdência privada, categoria que aparece como a segunda mais investida, assim como ocorre no restante do Brasil.

Conforme o levantamento, de julho de 2021 a março de 2022, essa parcela caiu de 26,54% para 24,71%. De janeiro a março deste ano, a Zurich Santander Seguros e Previdência captou quase R$ 500 milhões, nos planos de previdência entre investidores pessoa física.

O terceiro investimento preferido dos cearenses foram os fundos de investimento, que nacionalmente tiveram uma queda para 24,89% em março de 2022. No Ceará, eles correspondem a 24,71% das carteiras. Em julho de 2021, essas aplicações ocupavam 25,72% da carteira dos moradores do Ceará.

Os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) cresceram mais de três vezes entre os investidores do Estado do ano passado para este ano, ocupando quase 2% das carteiras em março de 2022.

De acordo com a pesquisa do Santander, a captação foi destaque, saindo de R$ 184 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 555 milhões no mesmo período deste ano, o que representa um crescimento de mais de 300%.

“Num cenário de tanta incerteza, como o atual, essas estruturas são uma oportunidade para os clientes, já que é possível apostar na alta de um determinado índice com garantia do capital protegido. As mais demandadas têm sido do tipo ganha-ganha, onde o cliente acredita na valorização de um índice (como Ibovespa, S&P500 ou IPCA) e, caso não aconteça, ele ganha um retorno fixo como 10% ao ano, por exemplo”, afirma Luciane.

Renda variável

Mesmo com a preferência pela renda fixa, houve aumento nos investimentos em ações. Os fundos imobiliários, contudo, perderam espaço.

Por outro lado, os títulos de crédito privado, como Debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também se beneficiam da alta dos juros, avançaram de um ano para outro entre os clientes.