Qualificação: plataformas online ensinam Inglês e Programação

Hoje em dia, mesmo sem tempo para frequentar cursos tradicionais, é possível aprender línguas estrangeiras ou alguma linguagem computacional como Python e JavaScript. Tudo no conforto da sua casa

No Brasil, a profissão de programador é uma das que mais chama atenção de quem deseja encontrar um lugar no mercado de trabalho. Isso porque há vagas e bons salários disponíveis no Ceará, no Brasil e, principalmente, fora do País.

Porém, além de qualificação específica para atuar como programador, é fundamental o domínio do Inglês para ter acesso às melhores oportunidades. Para isso, há vários cursos disponíveis.

O problema, para muitos, é a dificuldade de encontrar tempo para se deslocar até uma escola tradicional de Línguas ou mesmo de encontrar uma metodologia mais direcionada. Nesses casos, os cursos online podem ser uma boa opção. E há vários na internet.

Alguns professores que dão aula via internet, garantem que o custo benefício é satisfatório. Um desses profissionais é Cláudia Marcela Miranda, conhecida, na Web, como Tia do Inglês. Além da opção de curso pago, ela oferece soluções gratuitas em seu canal no YouTube e via Instagram. Desde 2015, ela usa o YouTube para dar dicas de Inglês.

Cláudia explica que o professor precisa ser bastante qualificado para que as aulas virtuais sejam, ao mesmo tempo, interessantes e funcionais.

Outra professora online é a norte-americana Jacquelyn Ann Katsis, que já morou no Brasil. Ela se formou pela Universidade de Iowa, nos EUA, em 2002, em Educação e Letras. Há dois anos, completou o Mestrado em Orientação Educacional na Universidade Roosevelt, em Chicago.

Jacquelyn começou a dar aulas quando tinha 21 anos. Ela e o marido fundaram uma escola de Inglês em Campinas, onde lideraram uma equipe de professores, todos nativos americanos e com experiência no ensino. Depois, veio o canal no YouTube batizado de "Ask Jackie" que atrai curiosos e estudantes que querem tirar dúvidas e aprender a língua inglesa.

"A nossa página (no YouTube) foi criada em 2016. Mas, oficialmente, foi em 2017 que iniciamos as postagens. A ideia surgiu como forma de divulgar os ensinos e métodos para o maior número de pessoas possível. Isso após detectar o grande sucesso da fundação de uma escola criada que fisicamente tinha um limite que a internet não tem".

Paulo Barros, do canal Inglês Winner, conta que começou a ensinar via YouTube após sua empresa falir, nos Estados Unidos, e de ter enfrentado dificuldades para aprender a língua.

O ano era 2007. Hoje, o professor virtual já conta, além do canal, com site e redes sociais para divulgar seu trabalho. "Logo no primeiro vídeo já tive um ótimo número de 'views', mas como ainda era o início da plataforma não sabia exatamente o que fazer com aquilo. Então, por trabalhar muitas horas por dia em outros empregos, deixei o canal parado por cerca de dois anos. Depois de decidir começar a trabalhar só com aquilo, resolvi voltar com tudo e postar regularmente para fazer o canal crescer. E, hoje, é um dos maiores canais de línguas do mundo", comemora.

Aprendizado

Mas como se autogerir no estudo de uma língua estrangeira? É possível realmente? Os professores são enfáticos ao responder que sim. "Para o aluno se autogerir, ele precisa de muito foco e disciplina. O que fazemos é dar uns conteúdos de reprogramação mental. Trabalho neurolinguística para entender como se forma um hábito, para que eles saibam como maximizar e reter o aprendizado e ter a questão da disciplina mesmo. Ninguém está mandando você fazer, está fazendo porque sabe que é importante. Manter a motivação e enfatizar os objetivos de quem está fazendo o curso. A gente entende que o Inglês realiza muitos sonhos. Então, partimos desse princípio", afirma Cláudia Miranda.

Para Jacquelyn, o aluno precisa tirar as barreiras psicológicas que tem (não consigo, tenho bloqueio, não é pra mim etc.). "Isso é tudo são desculpas que criamos para nós mesmos. Mas não são verdades. Isso eu mostro nas aulas. Constância, dedicação e saber que é possível para qualquer um. Inclusive, pessoas com algum tipo de necessidade especial. Já dei aula para alunos surdos, por exemplo, que se comunicam muito bem, com pronúncia excepcional", afirma.

Segundo Paulo Barros, a melhor forma do aluno conseguir um bom rendimento com o aprendizado "online" é ter bem definido os horários de estudo. "Uma forma simples de fazer isso é criar uma pequena tabela com os horários de estudo. Outra dica é definir um local de estudo onde o aluno não seja interrompido constantemente. Também é essencial eliminar distrações como WhatsApp, Facebook, Instagram e outros aplicativos. Não desistir é o caminho para o sucesso em qualquer coisa, principalmente no aprendizado online", define.

Superada a barreira de se ajustar à rotina de estudos via Web, qual seria o próximo desafio a ser vencido? Segundo Cláudia, a maior dificuldade é realmente falar e entender nativos, pois eles fazem muito uso de conexões. E a pessoa tem medo de falar para não errar e ser julgada.

"Esse medo vem muito do julgamento do outro. É o medo do ridículo e da incompetência. Só se vence isso trabalhando a autoconfiança. É preciso utilizar técnicas de oralidade. O aluno precisa se expressar. E técnicas de reprogramação mental podem ajudar a vencer crenças limitantes", diz.

A professora norte-americana também reforça a questão psicológica como maior entrave na hora do aprendizado da língua estrangeira. "Barreiras psicológicas, falta de confiança, expectativas não realistas, além de ansiedade e pressão profissional também são dificuldades importantes. Para vencer isso, é necessário colocar o inglês como prioridade e não criar desculpas como falta de tempo, dinheiro, confiança. Assumir a responsabilidade e fugir do 'vitimismo'. Se você fala ou não fala Inglês é sua responsabilidade", enfatiza Jacquelyn.

Paulo Barros diz que o aluno precisa vencer o medo com o enfrentamento. "Claro que existem formas de se fazer isso que não requerem tanto esforço. Uma delas é falar com pessoas que já são conhecidas. Outra maneira é participar de grupos de conversação e tentar, no início, falar o mínimo possível. O aluno pode colocar como meta falar uma única frase na sala de aula, em um grupo ou com um amigo. Assim tira aquela pressão de que tem que desenvolver um diálogo completo. Na próxima vez, coloca como meta falar duas frases, e assim por diante. Dessa forma vence esse medo gradativamente ao invés de enfrentá-lo de uma única vez", sugere o professor.

Opções pagas

Além de curso gratuito, os três professores que já são bem conhecidos na Web ministram cursos pagos onde há uma lógica de treinamento que se assemelha a um curso tradicional. A diferença é que são mais voltados para profissionais liberais e pessoas que querem estudar em casa no tempo que possuem. Assim, os módulos são feitos de forma a ajudar a se encaixar na rotina delas.

Porém, os professores reforçam que, se os alunos não estabelecerem horários e formas de estudar, de maneira concentrada, nada disso vai ajudar. É um curso de língua estrangeira. Sem estudar o conteúdo aplicado, o aprendizado não virá e as oportunidades diminuem.

Além dos professores, há cursos online de grande porte que são boas opções para começar. Há também a Udemy, plataforma que oferta vários tipos de cursos, entre eles, os que ensinam programação. Várias linguagens como Python e JavaScript podem ser aprimoradas por lá. Os cursos custam de R$ 39,90 até R$ 579,99. A oferta é bem vasta. E vale ficar atento à nota que cada um tem.

Há também opções gratuitas para aprender sobre linguagem de computador como Python. Uma destas é do canal de YouTube da Microsoft (glo.Bo/2qdKYNT). Outra opção é o Brasil Digital (glo.Bo/32ixVcj). Enfim, é possível encontrar várias formas de aprender até de maneira gratuita.

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