Petrobras eleva em 11% querosene de aviação e passagens aéreas podem ficar mais caras

O QAV já acumula alta de mais de 60% no ano, o que pressiona os custos das companhias aéreas

Escrito por Redação,

Negócios
Legenda: De acordo com a Abear, o combustível representa 1/3 dos custos do setor
Foto: Fabiane de Paula

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (2) a alta de 11% no querosene de aviação (QAV) em relação aos preços praticados em maio. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o reajuste se soma a uma série de aumento de custos enfrentados pelo setor, o que pode levar a um repasse aos consumidores nas passagens aéreas.

Levantamento realizado pela agência calcula que o QAV já acumula alta de 64,3% em 2022. O combustível representa cerca de um terço dos custos das empresas de aviação.

A Abear ainda afirma que o preço da querosene de aviação no Brasil chega a ser 40% superior em comparação com a média global.

Aumento de custos no setor da aviação

Em nota, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, ressaltou que as variações cambiais têm afetado o setor, já que metade dos custos da aviação são dolarizados.

"Esses dados comprovam a pressão diária que as empresas enfrentam com a alta dos custos estruturais, especialmente o preço do QAV, que tem sido impactado pela alta da cotação do barril de petróleo no mercado internacional, por causa da guerra na Ucrânia", destacou.

Esse aumento tem se refletido no preço cobrado aos consumidores. As passagens aéreas passam por um período de altas.

Levantamento realizado pelo Diário do Nordeste no início de maio mostrou um aumento de até 94,5% no preço dos bilhetes na comparação com fevereiro deste ano.