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Maior fábrica de produtos de cera de carnaúba do mundo será inaugurada pela Vonixx em Fortaleza

Empresa prevê ainda crescimento três vezes maior em exportações, diz CEO da Vonixx, durante o Cresce Ceará.

Escrito por
Lucas Monteiro e Luciano Rodrigues negocios@svm.com.br
Na imagem, Paulo Henrique, da Vonixx, e Victor Ximenes, colunista do Diário do Nordeste.
Legenda: Paulo Henrique Sampaio, CEO da Vonixx, afirmou durante o Cresce Ceará que exportações da empresa devem crescer 150% em 2026.
Foto: LC Moreira.

Vonixx, empresa cearense de estética automotiva, está investindo R$ 200 milhões em uma nova fábrica de produtos. A indústria será instalada na BR-116, em Fortaleza, e vai atuar principalmente na produção de materiais a partir da cera de carnaúba.

As informações foram reveladas por Paulo Henrique Sampaio, CEO da Vonixx, durante a segunda edição do "Cresce Ceará", evento do Diário do Nordeste sobre economia ocorrido na manhã desta quarta-feira (3). 

Estamos em franca expansão, reestruturando nossa produção, mas enfrentando algumas dificuldades por conta desse alto crescimento. Na nossa área, vai ser a maior fábrica do mundo. A previsão para a inauguração de parte dessa planta fabril é de março para abril, e em até dois anos a gente vai concluir a planta toda, pensando nessa expansão nacional e internacional também".
Paulo Henrique Sampaio
CEO da Vonixx

"A gente está em uma fábrica com espaço limitado. Como tivemos alguns problemas de demora com as licenças para construir a nova fábrica, acabou atrasando dois anos. A fábrica já era para estar pronta, isso atrapalhou um pouco a nossa produção, já que a gente está em uma planta antiga", completou Paulo Henrique.

De acordo com o CEO da Vonixx, a atual fábrica da empresa, no bairro Paupina, também em Fortaleza, será mantida, e ao lado da BR-116, deve continuar na produção de produtos. 

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O empresário frisa que os produtos derivados de cera de carnaúba são vendidos já industrializados, em formato de cera automotiva ou em outros produtos voltados para o embelezamento automotivo. Somente em 2025, a empresa deve crescer 50%.

Paulo Henrique relatou que a Vonixx emprega 1,1 mil funcionários. A projeção era de que o grupo crescesse 57%, mas vão atingir "algo próximo de 50%". O faturamento estimado para 2025 era de R$ 730 milhões, mas vão bater "apenas" R$ 670 milhões por falta de capacidade produtiva.

"Não tenho como entregar produto", declarou o empresário, reforçando que essas questões devem ser resolvidas com a inauguração da nova fábrica em Fortaleza.

Apesar do tarifaço, Vonixx deve crescer 150% em exportações em 2025

Paulo Henrique Sampaio frisou que a fatia de mercado correspondente ao comércio exterior da empresa representa atualmente somente 5% do faturamento anual da empresa. 

Essa situação, no entanto, é vista por um prisma mais detalhado pelo empresário. Isso porque o faturamento total da empresa deve crescer 50% neste ano, mas as exportações devem subir 150%, o triplo.

"Não olho para o percentual de 5% em relação ao meu faturamento, mas sim para o que estou crescendo anualmente através das estratégias que utilizamos. O mercado está com várias barreiras, e começamos a nos adaptar. Isso nos deu essa vantagem competitiva para crescer muito rápido, e a tendência é de que, em 2026, tenhamos faturamento recorde no comércio exterior. Apesar de o grupo inteiro está crescendo muito bem, o comércio exterior está crescendo três vezes mais".

Os principais mercados da Vonixx são atualmente os países da América do Sul, além da Rússia e do Canadá. Os Estados Unidos também representam uma parte importante das exportações, mesmo com os impactos causados pelo tarifaço, minimizados por ações da empresa.

"O americano é muito nacionalista. É difícil ele receber um produto, principalmente já industrializado, que não é commodity. A gente estava conseguindo penetrar bem no mercado deles, aí veio o tarifaço. Aí o que fiz: repassei desconto de 25% para o distribuidor, lucrando quase nada, e ele passou a repassar aproximadamente 12,5%", explicou.

"Quando vai fazer no efeito cascata, dá aproximadamente 50%. Essa é a hora que o empreendedor tem que saber separar as coisas: será que é melhor abrir mão do lucro, até essa situação suavizar, mas manter os clientes que tenho lá, ou será que de repente perco esses clientes, que para reconquistar é muito mais complicado? Tivemos um crescimento lá mesmo depois do tarifaço. É entender que mesmo com as adversidades, posso até crescer muito mais", observou Paulo Henrique.

 

 

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