Feiras livres devem voltar a partir de 21 de junho no Ceará

Comitê de enfrentamento à pandemia deve se reunir para definir protocolos sanitários que possibilitem o retorno das feiras

Legenda: Mesmo com proibição, algumas feiras continuaram acontecendo no Estado
Foto: José Leomar

O Comitê Estadual de Combate Pandemia do Coronavírus deve se reunir nesta semana para definir os protocolos sanitários para o retorno das feiras livres no Estado no dia 21 de junho, informou o governador Camilo Santana em live nas redes sociais.

O chefe do Executivo cearense ressaltou, no entanto, que a volta dependerá da definição dos protocolos sanitários para o segmento, processo que será feito pelo comitê em parceria com os órgãos de fiscalização e com a Secretaria da Saúde (Sesa).

"Essa semana haverá uma reunião do grupo de trabalho que trata das questões de flexibilização da economia para discutir os protocolos do retorno as feiras livres nessas quatro macrorregiões do Ceará, para que elas possam retornar a partir do dia 21 desse mês", afirmou.

"Mas tudo isso a partir de reuniões que ocorrerão essa semana com a área de fiscalização, com a Secretaria da Saúde, para que a gente possa estabelecer os protocolos seguros para que essas atividades de feiras livres possam ocorrer no Ceará"
Camilo Santana
Governador do Ceará

Recepção

O presidente da Associação Feiras Livres de Fortaleza, João Evangelista, comemorou o indicativo de possível volta das feiras. Segundo ele, apenas na Capital há cerca de 300 feiras que garante o sustento de 15 mil feirantes.

"A classe recebe com muita alegria, porque estávamos sem expectativa nenhuma. Agora a gente tem um pronunciamento feito pelo próprio governador", afirma.

Ele pontua que os protocolos exigidos no ano passado, como uso de máscara, distanciamento e higienização das mãos, devem ser repetidos para esse novo retorno. Mas ressalta que a atividade precisará na colaboração e consciência de consumidores e feirantes.

"A gente vai precisar fazer um trabalho de conscientização para organizar as feiras. Inclusive, a gente tem um projeto piloto que vai ser iniciado em duas regionais em parceria com a Prefeitura", revela.

Uma das medidas adotadas para reduzir as aglomerações é a quantidade de canteiros de barracas, deixando corredores mais largos e facilitando a movimentação de pessoas.

Negociações

Nesta terça-feira (8), Evangelista se reuniu com o vice-prefeito, Élcio Batista, e o titular da Secretaria Municipal da Gestão Regional, João Pupo, para debater sobre o retorno das feiras livres. A categoria saiu otimista do encontro. 

Segundo os feirantes, são pontos apresentados e já acatados:

  • Identificação, cadastro e legalização dos profissionais, feirantes, ambulantes e autônomos de Fortaleza;
  • Padronização das feiras;
  • Identificação dos montadores e dos feirantes por batas e crachás;
  • Registro do espaço usado pela classe;
  • Banheiros químicos;
  • Lixeiras ecológicas;
  • Fiscalização;
  • Segurança;
  • Demarcação setorial dos tipos de mercadoria no layout da feira;
  • Criação de um local para embarque e desembarque das mercadorias, em locais previamente definidos;
  • Criação de linhas de créditos para a classe e capacitação além de contar com o poder público como avalista em compras de matérias em quantidades maiores para que a classe possa ter condições de lucros;
  • Em caso de locais não oferecer as condições adequadas aos feirantes, que seja feita uma infraestrutura.
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Diário do Nordeste e Thiago Resende e Washington Luiz/Folhapress 17 de Junho de 2021