Feirantes se reúnem com a Prefeitura e estão otimistas sobre volta do setor em Fortaleza

Categoria espera que próximo decreto estadual libere volta das atividades

Feirantes
Legenda: De acordo com a categoria, há pelo menos 20 mil feirantes em atividade, distribuídos nas cerca de 400 feiras da Capital
Foto: Fabiane de Paula / Diário do Nordeste

A liderança da Associação Feiras Livres de Fortaleza se reuniu nesta terça-feira (8) com o vice-prefeito, Élcio Batista, e o titular da Secretaria Municipal da Gestão Regional, João Pupo, para debater sobre o retorno das feiras livres. A categoria saiu otimista do encontro e espera a liberação das atividades já no próximo decreto, previsto para ser divulgado na sexta-feira (11). 

“Estamos felicíssimos com tudo que foi apresentado. Haverá um ordenamento da feira, cadastramento dos feirantes e um novo modelo de trabalho”, disse João Evangelista de Sousa, líder da entidade. 

vice-prefeito e feirantes reunidos
Legenda: Representantes da categoria saíram otimistas da reunião com vice-prefeito e secretário
Foto: Divulgação / Associação Feiras Livres de Fortaleza

“Esperamos que nossa conversa sensibilize o comitê [Estadual de Enfrentamento à Pandemia do Coronavírus], e as feiras sejam liberadas na sexta”, projetou. 

De acordo com a entidade, há pelo menos 20 mil feirantes em atividade, distribuídos nas cerca de 400 feiras da Capital. A expectativa é de que todas possam ser realizadas, mas com restrições. 

No último decreto, em 29 de maio, foi permitido o funcionamento do Polo de Artesanato da Beira Mar, conhecido como Feira da Beira-mar.

Segundo os feirantes, são pontos apresentados e já acatados:

  • A identificação, cadastro e legalização dos profissionais, feirantes, ambulantes e autônomos de Fortaleza;
  • A padronização das feiras;
  • A identificação dos montadores e dos feirantes, através de batas e crachás;
  • Registro do espaço usado pela classe;
  • Banheiros químicos;
  • Lixeiras ecológicas;
  • Fiscalização;
  • Segurança;
  • Demarcação setorial dos tipos de mercadoria no layout da feira;
  • Criação de um local para embarque e desembarque das mercadorias, em locais previamente definidos;
  • Criação de linhas de créditos para a classe e capacitação além de contar com o poder público como avalista em compras de matérias em quantidades maiores para que a classe possa ter condições de lucros;
  • Em caso de locais não oferecer as condições adequadas aos feirantes, que seja feita uma infraestrutura nesses locais.

O QUE PODE FUNCIONAR PELO ATUAL DECRETO

  • Comércio de rua: 10h às 19h
  • Comércio em shopping: 12h às 22h
  • Restaurantes: 10h às 22h (com capacidade de até 50%)
  • Toque de recolher: 23h às 5h

*os novos horários não valem para o Cariri, que segue com restrições

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