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Falência da Oi: entenda o que acontece com clientes e serviços essenciais

Mesmo em falência, a empresa deve manter sistemas de comunicação usados em aeroportos, lotéricas e linhas de emergência.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
11 de Novembro de 2025 - 23:01 (Atualizado às 06:38, em 12 de Novembro de 2025)
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Legenda: A Justiça determinou que essas operações continuem ativas até que a transição e a venda dos ativos sejam concluídas.
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil.

A Oi teve a falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (10), depois de descumprir obrigações do plano de recuperação judicial e acumular uma dívida bilionária. 

A decisão encerra uma das maiores e mais longas crises corporativas do País — e marca o fim de uma era nas telecomunicações brasileiras.

Apesar da falência, a operadora segue responsável por serviços considerados essenciais, como sistemas de tráfego aéreo, rede das lotéricas e linhas de emergência (polícia, bombeiros e defesa civil). 

A Justiça determinou que essas operações continuem ativas até que a transição e a venda dos ativos sejam concluídas, evitando qualquer interrupção de serviços públicos ou privados.

Redes públicas e privadas

Além da telefonia, a Oi mantém uma infraestrutura de fibra óptica que conecta órgãos do governo, empresas e até o Exército Brasileiro.

Um exemplo é o projeto Ebnet Fronteiras, que garante comunicações seguras em 66 pontos do Exército espalhados por dez estados. Técnicos da operadora seguem atuando nessas regiões e devem continuar durante a fase de transição.

Telefonia em áreas isoladas

A empresa também é responsável por linhas fixas e orelhões em locais remotos, onde outras operadoras não chegam. Esses serviços, considerados essenciais, devem ser preservados por determinação judicial até que outra companhia assuma a operação.

Oi Móvel, TV e Fibra já mudaram de mãos

Boa parte do império da Oi já havia sido vendida antes da decisão desta semana. Em 2022, o Cade aprovou a venda da Oi Móvel para Claro, Tim e Vivo, que dividiram os DDDs entre si. Os clientes foram transferidos automaticamente, mas puderam trocar de operadora sem multa.

Ministério das Comunicações afirmou que está avaliando os efeitos da decisão judicial.
Legenda: Ministério das Comunicações afirmou que está avaliando os efeitos da decisão judicial.
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil.

Já a operação de TV por assinatura foi comprada pela Mileto Tecnologia em fevereiro de 2025, em um acordo de cerca de R$ 30 milhões. A empresa assumiu a base de 600 mil assinantes.

O serviço de banda larga por fibra óptica também mudou de nome: foi vendido para a V.tal, controlada por fundos do BTG Pactual, e agora opera sob a marca Nio. A Oi, oficialmente, deixou de atuar nesse segmento.

Governo monitora os impactos

Em nota, o Ministério das Comunicações afirmou que está avaliando os efeitos da decisão judicial e garantiu que vai trabalhar para manter a continuidade dos serviços de telecomunicações.

A pasta disse ainda acompanhar “de perto” o cumprimento das obrigações da operadora e os desdobramentos do processo.

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