Ceará assina memorando para produção de hidrogênio verde e eletromobilidade

A implantação de uma fábrica de ônibus e caminhões elétricos a bateria e hidrogênio está entre os objetivos para produção de energia limpa no Estado

Escrito por Redação,

Negócios
Governadora Izolda Cela assina memorando para produção de hidrogênio verde e eletromobilidade
Foto: Divulgação/Governo do Estado do Ceará

A governadora Izolda Cela, acompanhada do secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, assinou dois memorandos para a produção de energia limpa no Ceará na tarde de quinta-feira (14).

O 19º memorando para produção de hidrogênio verde, com a empresa Enel Green Power, e outro de eletromobilidade urbana em Fortaleza com a implantação de uma fábrica de ônibus e caminhões elétricos a bateria e hidrogênio, com a empresa Higer Bus.

"O desenvolvimento do País passa necessariamente pela redução das desigualdades regionais. Por isso acreditamos que o futuro do Brasil passa pelo Nordeste e pelo Ceará com a assinatura desses memorandos que contribuem para o desenvolvimento econômico da nossa região e com o projeto de produção de uma energia limpa", afirmou a governadora Izolda Cela.

Hidrogênio verde

A Enel pretende desenvolver, a curto prazo, o projeto Green Hydrogen Fortaleza, com capacidade instalada, em uma primeira fase, de até 400MW de eletrolisadores.

"Nossa intenção é desenvolver um projeto em Quixeré e integrar o hub de hidrogênio verde no Ceará, gerando desenvolvimento e avançando no projeto de descarbonização da nossa matriz energética", comentou a presidente da Enel Ceará, Márcia Sandra Vieira.

Ônibus elétricos no Ceará

Já a empresa Higer Bus Tevx planeja iniciar a produção de seus veículos no Brasil a partir de 2023, depois da fase de importação regular das primeiras unidades a partir do primeiro semestre de 2022.

De acordo com o diretor da Higer para a América do Sul, Marcelo Barella, o objetivo da companhia é transferir tecnologia e contribuir para o desenvolvimento do Norte e Nordeste.

Na primeira fase, os ônibus elétricos da Higer serão importados. A etapa final será a nacionalização da oferta de peças, dentro de dois anos, para completar os planos de estabelecer em território brasileiro uma unidade de produção local.