Um dos pontos mais conhecidos do bairro Joaquim Távora, em Fortaleza, com entrada principal voltada para a Avenida Pontes Vieira, o Parque Urbano Rio Branco foi idealizado há quase 50 anos e construído oficialmente na década de 1990. No ano passado, foi iniciada uma requalificação completa do local, mas o prazo informado pela Prefeitura de Fortaleza expirou e a entrega da obra precisou ser adiada.
Melhorias do espaço eram uma demanda antiga da população que frequentava o local e apontava problemas como falta de limpeza, mobiliário quebrado e insegurança durante passeios ou prática de atividades físicas.
A placa da obra fixada em frente ao parque mostra que as intervenções começaram no dia 14 de junho de 2023, com prazo de conclusão em 10 meses. Contudo, o prazo venceu no último domingo, 14 de abril, e a área continua cercada por tapumes. A reportagem do Diário do Nordeste esteve no local e também verificou pouca movimentação de operários.
Em nota, a Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf) informou que as obras de urbanização do Parque Rio Branco seguem “em ritmo acelerado” e já estão com mais de 85% de execução. A Pasta considera que as intervenções estão “dentro do prazo previsto, que é final deste mês de abril”.
No entanto, também reconhece que, devido ao acréscimo de uma Areninha no projeto, “a pedido dos moradores”, a entrega da revitalização do parque passou para junho deste ano. No momento, os serviços continuam com a implantação do calçadão em piso drenante, passeios e instalação de todo o gradil que contorna a área.
“A Prefeitura de Fortaleza trabalha alinhada com as demandas da população e, desta forma, o parque passará a contar também com mais esse equipamento para o esporte e o lazer da comunidade local”, finalizou a Seinf.
Após reformado, o equipamento que possui cerca de 80 mil m² de área deve contar com:
- Praça interna;
- Novo mobiliário;
- Ciclorrota;
- Quadra de beach tênis;
- Playground infantil;
- Academia ao ar livre;
- Anfiteatro;
- Estacionamento;
- Bicicletário;
- Areninha.
Por demandas relacionadas à segurança, a iluminação existente no local também está sendo reforçada, com a substituição de todas as luminárias por lâmpadas em LED.
Além disso, por estar dentro de uma Zona de Preservação Ambiental (ZPA), havia preocupação de moradores e ambientalistas de que a natureza - incluindo a nascente do Riacho Rio Branco, que ainda se encontra em seu estado natural - fosse prejudicada. Porém, segundo a Prefeitura, nenhuma árvore foi retirada durante a execução das obras, e há um acompanhamento dos manejos dos resíduos gerados para garantir a preservação.
As obras possuem investimento de R$ 4,8 milhões.
Área subutilizada
A ZPA do Parque foi delimitada por decreto municipal em janeiro de 1976. Porém, o decreto de desapropriação para construção só veio em 1992. A denominação como Parque Urbano Rio Branco, por sua vez, só ocorreu em 2014.
Com tantos problemas acumulados, o projeto de requalificação passou pelo crivo do Movimento Proparque e do Ministério Público do Estado (MPCE), além de contar com participação popular para sua construção.
Para atrair mais visitantes, o espaço ganhará uma Areninha ecológica. O novo equipamento deve ter um sistema de infiltração diferenciado, o que irá permitir uma maior permeabilidade das águas durante o período chuvoso, já que a água será captada e infiltrada por debaixo do próprio equipamento.
A reforma prevê, ainda, a revitalização das fachadas das quatro entradas de acesso ao equipamento.