'Enfermeira': conheça série da Netflix baseada em fatos reais sobre acusada de assassinar pacientes
Suspense relembra crime de 2015 ocorrido na Dinamarca, quando uma enfermeira foi apontada como responsável por diversas mortes de pacientes
Nova série da Netflix, "Enfermeira" mal foi lançada e já está dando o que falar. Baseada em fatos reais, conta a história de uma enfermeira acusada de assassinar inúmeros pacientes no hospital em que trabalhava, localizado na Dinamarca. Os crimes ocorreram em 2015 e agora ganham o streaming por meio de um suspense curioso.
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Na trama, Pernille Kuzmann (Fanny Louise Bernth), jovem enfermeira que começa a trabalhar no hospital dinamarquês Nykobing Falster, conhece Christina Aistrup Hansen (Josephine Park), a enfermeira mais reconhecida e celebrada do local.
Ao passo em que as duas desenvolvem uma amizade, Pernille começa a perceber que, sempre que Christina está de plantão, pacientes morrem inesperadamente.
A questão é: o que faz com que a moça levante algumas suspeitas em relação à colega? Estaria Christina assassinando pacientes? A minissérie é assinada pelos mesmos produtores de "O Homem das Castanhas", seriado prestigiado da Netflix, e promete captar a audiência devido à boa combinação de suspense e drama.
Conheça o história real de Enferemeira
Fora da ficção, a história é exatamente a mesma. Aconteceu na Dinamarca, na região de Lolland-Falster, e envolveu uma enfermeira que foi acusada por colegas de matar pacientes no hospital em que trabalhava. Os fatos brutais moldaram as cenas da série.
Christina Aistrup Hansen foi denunciada pelos colegas oficialmente no dia 1º de março de 2015, como revela o livro "The Nurse: Inside Denmark's Most Sensational Criminal Trial", do jornalista dinamarquês Kristian Corfixen.
Na obra, a história é contada de forma mais detalhada, com vários testemunhos, evidências e dados. A série da Netflix, inclusive, utiliza o exemplar como base.
O que aconteceu com enfermeira que matava pacientes?
Hansen foi considerada culpada após julgamento, em maio de 2017, sendo sentenciada a 12 anos de prisão por quatro tentativas de assassinato (outras de suas vítimas foram cremadas e, portanto, as mortes não puderam ser associadas à enfermeira).
Foi atestado que a profissional de saúde dava à pacientes doseis letais de Diazepam e morfina.
Durante o julgamento da enfermeira, uma avaliação psicológica forense chegou à conclusão de que Hansen sofria de desordens de personalidade, que a faziam buscar atenção em excesso.