Wagner Moura é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo segundo revista Time

Ator baiano e outros dois brasileiros aparecem na lista de 2026 da prestigiada publicação estadunidense.

Escrito por
João Gabriel Tréz joao.gabriel@svm.com.br
O ator Wagner Moura sorri levemente em um retrato de close-up, exibindo cabelos e barba grisalhos curtos e um brinco de argola pequena na orelha direita. Ele veste um paletó escuro sobre uma gola branca, posicionado contra um fundo cinza neutro e desfocado.
Legenda: Baiano Wagner Moura foi destaque de 2026 segundo a revista Time.
Foto: Jean Baptiste Lacroix / AFP.

O ator baiano Wagner Moura foi escolhido como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026 pela revista estadunidense Time.

Além de Wagner, os cientistas brasileiros Mariangela Hungria e Luciano Moreira também figuram na lista "Time100", que é elaborada anualmente desde 1999 e honra figuras da arte, esportes, política, ciência e outras áreas.

Neste ano, nomes como a cantora sul-coreana Jennie, a patinadora estadunidense Alysa Liu, o papa Leão XIV e o presidente Donald Trump também foram escolhidos.

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Nas redes sociais, a publicação da Time sobre a escolha de Wagner afirma que o ator lembra a "velha Hollywood a ponto de parecer uma anomalia entre a maioria dos atores contemporâneos"

"Ele não usa redes sociais, ouve música em vinil e dirige seu próprio Fusca de 1959. Em um mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico que nem sabíamos que precisávamos", diz a revista.

O texto de tributo ao baiano foi escrito por Jeremy Strong, da série "Succession", que define Moura como uma "lenda" no Brasil e lembra do posicionamento político do ator. "Ele é uma força política e humanitária, uma dupla da qual precisamos desesperadamente mais", diz texto. 

Cientistas brasileiros figuram na lista de pessoas mais influentes do mundo

Além de Wagner Moura, a engenheira agrônoma e pesquisadora paulista Mariangela Hungria e o engenheiro agrônomo e entomologista Luciano Moreira também foram escolhidos na "Time100".

A cientista Mariangela Hungria, vestindo um jaleco branco, observa atentamente uma placa de Petri com amostras biológicas em um laboratório da Embrapa. O ambiente ao fundo é composto por prateleiras com frascos e equipamentos científicos, reforçando a atmosfera de pesquisa e inovação tecnológica.
Legenda: Cientista Mariângela Hungria atua em estudos que buscam substituir o uso de fertilizantes químicos.
Foto: Luciano Pascoal / Arquivo Embrapa Soja.

Mariangela é destacada pelo trabalho junto à Embrapa Soja, onde desenvolveu estudos voltados à substituição de fertilizantes químicos por alternativas sustentáveis no cultivo de soja.

A pesquisadora venceu em 2025 o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize), considerado o "Nobel da Agricultura".

O pesquisador Luciano Moreira, vestindo avental azul e luvas, manipula uma gaiola de tela contendo mosquitos em um laboratório da Fiocruz. Ele observa atentamente os insetos dentro da estrutura cúbica branca, enquanto outras gaiolas similares estão organizadas em estantes metálicas ao fundo.
Legenda: Luciano Moreira criou um mosquito 'Aedes' que bloqueia a dengue a partir do uso da bactéria natural Wolbachia.
Foto: Peter Ilicciev / WMP Brasil / Fiocruz.

Já Luciano é pesquisador da Fiocruz e lidera estudos sobre o uso da bactéria Wolbachia na redução da transmissão da dengue.

No ano passado, o pesquisador foi destacado como um dos dez nomes que moldaram a ciência segundo a revista Nature.

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