Cearenses são indicados à premiação nacional de artes visuais
Lista do prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) inclui curadores, instituições e projetos da linguagem do Estado.
Quatro nomes das artes visuais do Ceará figuram entre os indicados ao prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), mais antiga entidade nacional de profissionais da linguagem. Receberam reconhecimento no Prêmio ABCA 2026 o Centro Cultural do Cariri, a Escola Porto Iracema das Artes, o curador Bitu Cassundé e a Plataforma Imaginários.
O resultado da votação dos vencedores, exclusiva de associados da ABCA, será divulgado no próximo dia 22. A entrega dos prêmios está marcada para 27 de agosto.
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CCCariri e Porto Iracema
Os dois equipamentos culturais indicados são geridos pelo Governo do Estado. O Centro Cultural Cariri foi destaque no Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, destinado a instituições pela programação oferecida.
O CCCariri foi inaugurado em abril de 2022 e promove programação gratuita em diferentes linguagens, com destaque para exposições de artes visuais. O equipamento é gerido pela Secult e o Instituto Mirante.
Já a Porto Iracema das Artes, escola de formação em diversas linguagens, concorre ao Prêmio Yêdamaria — que contempla instituições, pessoas ou projetos que promovam processos educativos de impacto no campo das artes.
A escola, gerida pela Secult em parceria com o Instituto Dragão do Mar, completa 13 anos no próximo mês de agosto. Nas artes visuais, ela oferta cursos básicos e laboratório de criação.
Bitu Cassundé
Duas das indicações cearenses envolvem o nome do curador cearense Bitu Cassundé e o trabalho dele na exposição “Arquipélago Imaginário”, de Luiz Braga. A mostra ocupou o Instituto Moreira Salles em São Paulo.
Bitu foi indicado ao Prêmio Maria Eugênio Franco, que reconhece a curadoria de mostras artísticas, e ao Prêmio Paulo Mendes de Almeida, entregue à melhor exposição do ano.
Plataforma Imaginários
Finalmente, a Plataforma Imaginários foi indicada na categoria Destaques Regionais - Nordeste. Descrita como uma "plataforma de criação, circulação, formação e memória de arte contemporânea", ela existe desde 2009.
A iniciativa está à frente de projetos como o Festival Imaginários Urbanos, a Mostra Imaginários Queer — com edições em Juazeiro do Norte e Espanha — e a videodança “Rainha do Milho”, além de residências criativas e outras ações.